DF: Mais um ano termina sem a prometida expansão do Metrô

A expansão do metrô resolveria muitas questões de mobilidade em Brasília, a exemplo de cidades modernas que priorizam o transporte público, em detrimento do uso individual dos carros. Tanto que a ampliação da rede é prometida há muitos anos, por governos que entraram e saíram, mas até hoje não saiu do papel.

Em 2015, a Câmara Legislativa aprovou um projeto que permitia o governo contratar operação de empréstimo junto à Caixa Econômica Federal para a compra de dez novos trens e a construção de três novas estações. Mas, até hoje, nada do projeto que deveria, conforme propagou o governo, começar a ser executado neste ano.

No ano passado, o Metrô-DF anunciou que “a tão aguardada expansão do metrô” começaria a tomar forma ainda em 2015. Para setembro daquele ano, estava prevista a assinatura da ordem de serviço que permitiria, segundo a companhia, o início das obras da primeira estação da Asa Norte, nas proximidades do Hran. Também para o ano passado deveriam, de acordo com o que anunciaram, começar a ser construídas duas estações em Ceilândia e duas em Samambaia, com previsão de entrega para o fim de 2017. Essas cinco estações totalizariam, então, 7,5 km de malha metroviária.

Em menor prazo – que seria em cerca de dois anos -, o Metrô-DF previa concluir as estações das quadras 104, 106 e 110 Sul, cujas obras começaram em 1991.

Em andamento

Somente em agosto deste ano foi que a companhia lançou licitação para contratar estudos de projetos de corredores metroviários, envolvendo a expansão da Linha 1 do metrô para a Asa Norte, a partir da Estação Central, e à implementação de duas linhas do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) : a 1, do Aeroporto de Brasília ao terminal da Asa Sul, e a 2, que deve passar pelo Eixo Monumental (da Rodoferroviária até a Praça dos Três Poderes).

Nas contas do governo, serão investidos R$ 2.172.394,28 na contratação dos serviços especializados, com recursos do Governo Federal, por meio do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A expansão e modernização do metrô estão previstas no programa de mobilidade do governo de Rodrigo Rollemberg, o Circula Brasília.

De um lado, o governo alega falta de dinheiro para ações de investimento, mas, por outro, deixaria de arrecadar, conforme o Sindmetrô, cerca de R$ 500 mil por mês, com a falta de pessoal para cobrar os bilhetes nas estações.

Silêncio no Metrô

O Metrô-DF foi procurado para se manifestar sobre a ampliação do sistema, mas a assessoria de imprensa do órgão informou que somente uma pessoa poderia tratar do tema – a diretora Técnica Daniela Diniz -, que não atendeu ou retornou as ligações da reportagem.

Enquanto isso, pesquisa

- Está em curso na capital, por iniciativa do Metrô-DF, a Pesquisa de Mobilidade Urbana (PMU).

- Um levantamento, que, conforme o órgão anunciou, servirá de base para planejar todos os métodos de transporte público e privado nas próximas décadas.

- O prazo final para conclusão da pesquisa era setembro deste ano, mas, com a greve dos metroviários – que durou 72 dias –, o prazo foi estendido.

- O resultado da PMU vai direcionar a elaboração do Plano de Desenvolvimento do Transporte Público Sobre Trilhos do DF.

Fonte: Jornal de Brasília