DF: Fiscalização da CGU aponta falhas do GDF no BRT

Uma fiscalização do Ministério da Transparência verificou ineficiência em contratos do governo do Distrito Federal que somam R$ 680 milhões. Entre março e abril deste ano, os auditores se debruçaram sobre contratos em educação, saúde, transporte público e turismo, entre outros. Na auditoria de 339 páginas, os técnicos relatam falhas no sistema do BRT e no combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, chikungunya e o vírus da zika.

Mobilidade

O documento mostra que o BRT está com as obras atrasadas há três anos, apesar de já ter recebido R$ 391 milhões. O prazo para entrega do sistema era 7 de junho de 2013. Faltando ainda 28% das obras, o projeto não tem previsão para ser concluído porque o governo suspendeu o contrato com o consórcio responsável pelo projeto.

No Catetinho, onde estavam previstas sete estações, apenas duas foram construídas. Nenhuma delas funcionava quando foi feita a fiscalização. Elas já foram alvo de pichação e de vandalismo. No trecho do Gama, duas estações estão fechadas. Em Santa Maria, uma está funcionando, mas precariamente, diz o relatório.

Na via de acesso ao aeroporto, a pista está cheia de buracos. Para os fiscais, a pavimentação não é adequada para as freadas e acelerações dos ônibus. “Além disso, destaca-se a suscetibilidade aos ataques químicos dos óleos combustíveis e ao aparecimento de defeitos com ‘trilhas de rodas’ e buracos. Tudo isso implica maiores custos de manutenção da via”, destaca o documento.

A Secretaria de Mobilidade informou que vai abrir sindicância para apurar as falhas apontadas. A pasta, no entanto, negou que as obras estejam paradas. Disse que as quatro estações que ainda não foram inauguradas dependem de licitação para contratar segurança, limpeza e manutenção.

Fonte: G1 DF