Goiânia: Mesmo com reclamações, CMTC já planeja novos corredores de ônibus

“Logo que começou o corredor, muitos clientes migraram para outras regiões. Tem imóvel que nunca mais foi locado”, afirma Natália Carvalho, da área de aluguel da Imperial Imóveis, que administra seis imóveis só na Avenida T-63. Ela diz que, em outros tempos, o prazo para arrumar novo inquilino seria de um mês. Ainda segundo Natália, o preço do metro quadrado para locação desses estabelecimentos recuou de 30% a 50%. “Os proprietários estão abertos a propostas. Mas nem assim aparecem interessados.”

Outra faceta da T-63 é que é preciso garimpar terreno disponível para venda. “O proprietário sabe que esse tipo de mercado está em baixa e fica na esperança da reversão da situação para vender”, diz Adão.

"Caminho certo"

Para o gerente de aluguel da Leonardo Lôbo Negócios Imobiliários, Adão de Toledo, a situação da avenida é singular e coleciona diversos imóveis sem inquilinos há anos. Para ele, as vias queridinhas do comércio, atualmente, são a Avenida 136 e a Ricardo Paranhos, ambas localizadas no Marista.

Segundo o diretor técnico da Companhia Metropolitana de Transportes Coletivos (CMTC), Sávio Afonso, o órgão trabalha com políticas públicas voltadas para todos os modais, priorizando, por ordem, pedestre, ciclista, transporte coletivo, transporte de cargas e automóvel.

Prova que outros projetos de corredor exclusivo de ônibus, ao molde das avenidas T-63 e 85, por exemplo, estão a ponto de bala para serem implementados: na T-9, 24 de Outubro, Independência e complementação das próprias precursoras T-63 e 85. “Estamos aguardando a autorização do início das obras a ser emitido pelo Ministério das Cidades”, diz.

Para ele, algumas lojas fecharam por falta de visão dos empresários e cita a construção de dois supermercados e uma floricultura de grande porte para fortalecer a tese. “Tivemos também ganho de tempo e redução de acidentes. Estamos no caminho certo”, afirma o diretor.

Fonte: O Popular