Goiânia: Passageiros do semiurbano reclamam do serviço da Araguarina. UTB seria alternativa nas linhas

Por Rafael Martins

A quarta-feira (17) não foi fácil para quem depende dos ônibus da Viação Araguarina na linha semiurbana Goiânia/Anápolis. Logo pela manhã, as queixas dos passageiros eram com os furos de horários e atrasos dos coletivos.

De acordo com os passageiros, e constatado in loco pelo Pense Mobilidade, os ônibus não seguem a planilha de horários da AGR (Agência Goiana de Regulação). Um ônibus com horário previsto, segundo a empresa, para sair da Rodoviária de Anápolis às 9h40; saiu adiantado, às 9h20. Segundo o fiscal da Araguarina, outro veículo sairia somente às 10h20, fato este que confirmou-se. Os usuários são enfáticos: os ônibus constantemente atrasam e não cumprem os horários previsto.

Conforme consta na planilha da AGR, obtida pelo Pense Mobilidade, os intervalos horários dos ônibus nos entrepicos de terça à sexta, são de 30 minutos, caindo para 15-20 minutos nos horários de picos.


À tarde, na Rodoviária de Goiânia, um fiscal da AGR fazia o controle dos horários de partida, tanto para Inhumas quanto para Anápolis.

Apesar da frota no trecho Goiânia/Anápolis ter sido renovada com 12 ônibus zero km há exato 1 ano; ônibus da antiga frota fazem a linha. Ontem (17) um ônibus da empresa deu pane no motor por superaquecimento, próximo ao viaduto do Daia, em Anápolis. Quem tinha opção de seguir viagem, pegou os ônibus da Urban até o destino final.





Em Inhumas, a situação não é diferente. Os passageiros se queixam de veículos velhos, lotados, além de passageiros seguirem em pé no trecho; diferente das normas na linha Goiânia/Anápolis em que é proibido passageiros irem em pé, já que a PRF tem poder de fiscalização. A frota que faz o trecho entre a capital e Inhumas é do ano 2008.

UTB seria alternativa no semiurbano


A União Transporte Brasília, em março deste ano, requereu autorização junto à AGR para operar nas mesmas linhas semiurbanas da Viação Araguarina: Goiânia/Anápolis; Goiânia/Inhumas; Anápolis/Abadiânia e Anápolis/Goianápolis; além de outras 13 linhas.

A empresa hoje atua nas linhas intermunicipais do norte do Estado, nas interestaduais entre Brasília e o norte de Goiás; além do serviço interestadual semiurbano no Entorno, ligando Águas Lindas, Valparaíso e Cidade Ocidental ao Distrito Federal.

Para obter a autorização, a UTB (e qualquer outra empresa que deseja operar em qualquer linha intermunicipal em Goiás) além de cumprir os requisitos de ordem subjetiva dispostos nas alíneas de “a” a “f” do inciso II do art. 11 da Lei nº 18.673, de 21 de novembro de 2014, no que se inclui a demonstração de regularidade financeira, deverá apresentar projeto técnico que contemple as linhas e os seus percursos (itinerários), quilometragens, seções, horários de ida e volta e frequência operacional (diária ou não), inclusive nos casos de chamamentos públicos realizados pela AGR.

A AGR providenciará a conferência e os estudos técnicos necessários dos projetos eventualmente apresentados e, em sendo o caso, aprová-los-á, sendo-lhe facultado promover as adequações que se fizerem necessárias, com o intuito de atender, da melhor forma possível, aos interesses dos usuários das linhas.

Caso seja comprovada a má prestação do serviço e incapacidade da Araguarina em atender a demanda; a AGR pode delegar as operações das linhas para outra empresa, segundo o Capítulo VII; Seção II, § 6 do Decreto nº 8.444/15.

"Caso as operadoras dos serviços semiurbanos não estejam atendendo satisfatoriamente os seus usuários, a AGR poderá criar novos serviços em seus percursos e delegá-los a outras possíveis interessadas em suas operações, desde que atendam às exigências definidas neste Decreto e legislações que tratam do assunto"

Autorizações

Como anteriormente mencionado sobre as regras para obtenção das autorizações; a Viação Araguarina requereu o termo para 10 linhas; e as obteve em sua totalidade, cujo prazo de vigência são 15 anos. A UTB requereu autorização para 17 linhas, porém até o momento obteve o termo para três delas, no norte do Estado. Os demais projetos para outras linhas, tanto da UTB quanto das demais empresas que requereram autorização, estão em análise na AGR.

Das 35 empresas que operam no Estado, apenas 23 apresentaram projetos. Destas 23 empresas, apenas 11 tiveram os termos de autorização deferidos, total ou parcialmente de acordo com as linhas que requereram. O prazo de vigência das autorizações são de 15 anos, mediante pagamento de outorga por cada linha requerida. 

A AGR informou também que com a nova legislação, todo o sistema de transporte intermunicipal no Estado está passando por uma reestruturação, como revisão de itinerários, quadro de horários, quantidade de frota nas linhas entre outros itens.