Entorno DF: ANTT pode cassar autorização da Mais X

Por Rafael Martins

A Mais X, que opera entre Novo Gama e Distrito Federal, pode ter sua autorização cassada pela ANTT. A informação foi divulgada pela TV Globo Brasília após um ônibus da empresa, envolvido em um acidente com 13 pessoas, não ter autorização da Agência para circular.

A ANTT ressalta que realizou três vistorias na frota operacional da Mais X: a primeira entre 15 e 17/12 de 2015; a segunda entre 5 e 7/4 deste ano; e a última no dia 17/5. 

Segundo a Agência, o ônibus envolvido no acidente não foi apresentado em nenhuma destas vistorias. Com isso, um processo administrativo foi aberto para apurar o que aconteceu, e constatada irregularidades na permissão, a mesma pode ser cassada. Enquanto isso, os passageiros reclamam das más condições dos ônibus e atrasos no Terminal Metropolitano.


A Mais X opera em Novo Gama desde abril de 2014, quando a Viacap, empresa que pertence ao Grupo São José, desistiu de operar nas linhas entre o município goiano e o Distrito Federal. A decisão da Agência ocorreu depois de protestos quase que diários na BR-040 por causa da má qualidade do serviço prestado pela Vian e Vialuz, que parou o Entorno Sul entre os meses de março e abril de 2014.

A autorização da Mais X tem validade até a conclusão da licitação do semiurbano feita pela ANTT.

Licitação

Vencedora do Lote 4 da licitação feita em 2014 pela ANTT, a Taguatur irá operar somente nas linhas que ligam o município de Novo Gama ao Gama e Taguatinga. As linhas para Brasília ainda serão operadas pela Mais X e Rota do Sol, até a conclusão de uma nova licitação.

A frota prevista segundo o edital é de 47 ônibus sendo:

Novo Gama / Taguatinga - 20 ônibus na frota operacional e 2 ônibus na frota reserva

Novo Gama / Gama - 22 ônibus na frota operacional e 3 ônibus na frota reserva

O início das novas operações, dependerá do cronograma de assunção de serviços da Taguatur e da Ordem de Serviço da ANTT.

A ANTT, em razão da continuidade dos serviços e do interesse público relevante, poderá autorizar o início da operação dos serviços em etapas, sem prejuízo do cumprimento de todas as obrigações prévias previstas para o Lote.

Neste período de transição dos serviços das antigas para a nova empresa, a operação será entre a Taguatur e as que possuem contrato emergencial ou autorização judicial, até que a assunção dos serviços seja concluída pela Taguatur.

Após esta conclusão, as empresas que circulam mediante autorização especial, judicial e contrato emergencial nas regiões contempladas no Lote 4 não irão mais operar.