DF: Rodoviários cobram salário e param micro-ônibus em 5 regiões

Rodoviários da Cootarde – cooperativa de transporte que presta serviço no Distrito Federal – cruzaram os braços nesta quarta-feira (17) no terminal do Setor O de Ceilândia para cobrar o pagamento dos salários, atrasados em um mês e meio. O ato começou por volta de 4h30, mobilizou cerca de 400 funcionários e paralisou 100 ônibus que operam em Ceilândia, Santa Maria, Brazlândia, Riacho Fundo I e Núcleo Bandeirante.

“Estamos sem receber desde o dia 5 do mês passado”, disse o diretor sindical Diógenes Nery. “Não tem previsão de acabar. O que a gente espera é o pagamento dos salários”, continuou. Ele não soube estimar o número de passageiros afetados.

A presidente da Cootarde, Marlene Chagas, diz que a cooperativa busca negociar o valor do reajuste, mas informou que é "impossível" conceder o aumento pleiteado pela categoria.

Os rodoviários da cooperativa, que tem 800 funcionários e 150 micro-ônibus, buscam a equiparação salarial aos funcionários da empresa São José, que cobre as regiões do SIA, SCIA, Vicente Pires, Ceilândia (ao norte da Av. Hélio Prates), Taguatinga (ao norte da QNG 11) e Brazlândia. Em todo o Distrito Federal, são 2 mil funcionários lotados em cooperativas de transporte.

O DFTrans informou que o repasse de R$ 700 mil referente às gratuidades do Passe Livre Estudantil e de passageiros portadores de necessidades especiais ainda não foi realizado porque o valor está sendo apurado. A cooperativa diz que o atraso de 45 dias no pagamento do subsídio não afetou no depósito dos salários dos funcionários.

"Estamos em processo de negociação da data-base, mas o sindicato não está interessado em tratativas. Eles [os grevistas] fecharam as portas de nossa garagem com dois ônibus e esperam quebrar a cooperativa, para que o transporte na região seja feito somente pela São José que, hoje, cobre as mesmas linhas que a nossa empresa", afirmou a presidente da cooperativa.

Segundo o sindicalista, um motorista de um micro-ônibus da cooperativa recebe R$ 1.171 e um cobrador ganha R$ 880, fora o tíquete alimentação e a cesta básica. O dinheiro deveria ter sido pago até o quinto dia útil do mês. Até as 7h, os rodoviários continuavam paralisados.

Agressão

De acordo com a Polícia Militar, chegou a haver confronto entre funcionários e diretores da cooperativa no início do protesto. A presidente da cooperativa alega que um funcionário foi agredido e sofreu uma fratura na perna após ser agredido por um grevista, mas ninguém foi preso.

Fonte: G1 DF