DF: Motoristas querem fim do corredor de ônibus na EPTG. Semob descartou completamente a possibilidade de liberar as faixas

Desde o dia 14 de junho, a faixa exclusiva da Estrada Parque Taguatinga (EPTG) está liberada para o fluxo de todos os veículos, por conta da greve dos metroviários, que ainda está em andamento. Os motoristas que trafegam diariamente na região notaram melhora nos congestionamentos e agora pedem, através de um abaixo-assinado destinado ao governador Rodrigo Rollemberg, que a liberação da via seja permanente. Até o fechamento desta matéria, a proposta já contava com a adesão de 610 motoristas. Mais de 1 milhão de pessoas utilizam diariamente a via.

Na proposta, Clei Moraes, autor do texto, alega que a faixa exclusiva da EPTG não possui fluxo suficiente de veículos coletivos como ônibus, táxis e vans escolares e com a greve do Metrô ficou evidente essa desnecessidade. “O que ocorre hoje de concreto, e me refiro apenas a faixa exclusiva na EPTG, é a subutilização da via”, disse. Consultado, o Departamento de Estradas e Rodagem (DER), responsável pelo local, deixou a possibilidade em aberto dizendo que discutiria o assunto junto à Secretaria de Mobilidade (Semob). “Acredito que o DER estar aberto a debater a proposta já é um bom sinal.”, analisou Moraes.

Já a Semob rechaçou completamente a possibilidade. Em nota, a secretaria informou que a faixa está inclusa no projeto do Expresso Oeste, corredor de BRT que ligará Ceilândia, Taguatinga, Guará, Vicente Pires e Águas Claras ao Plano Piloto. “Diante desse contexto, o governo de Brasília determinou que as concessionárias que operam na EPTG comprem veículos de porta no lado esquerdo, para permitir o pleno uso da faixa exclusiva dessa via”, informou o comunicado. “Portanto, tanto no curto, quanto no longo prazo, o corredor exclusivo da EPTG terá importante função no sistema de mobilidade urbana, razão pela qual resta prejudicado o atendimento à demanda de sua utilização permanente por veículos de passeio”, finalizou a Semob.

Clei, porém, acha que é possível um consenso. “Com relação aos projetos de mobilidade, é claro que são bem-vindos, o coletivo tem que estar acima do individual. Mas, até isso ocorrer, não podemos usufruir da faixa exclusiva, já que o trânsito de veículos particulares é visivelmente maior?”, indagou. “É importante levar em conta a eficiência”, completou.

Fonte: Jornal Alô Brasília