DF: CPI estuda reconvocar suspeitos de fraudar licitação do transporte

O deputado Bispo Renato Andrade (PR), presidente da CPI dos Transportes do Distrito Federal, afirmou nesta sexta-feira (5) que pretende pedir ao Ministério Público compartilhamento de documentos das investigações sobre fraude na licitação do transporte público da capital. Ele também estuda a reconvocação de suspeitos de fraudar a licitação.

Documentos exclusivos revelados pelo G1 nesta quarta-feira (3) mostram que o advogado Sacha Reck, o pai dele, Garrone Reck, servidores públicos e empresários combinavam os termos do edital de licitação antes do lançamento da concorrência. O esquema investigado por promotores indica que as fraudes ocorriam em pelo menos 19 cidades de sete estados e no DF.

Bispo Renato afirmou que pretende se reunir nesta segunda-feira (8) com a presidente da Câmara, Celina Leão (PPS), e o relator da CPI, Raimundo Ribeiro (PPS), para definir a ação da Casa frente à denúncia. A CPI do Transporte foi encerrada em abril, após 11 meses de trabalho, e pediu o indiciamento de 17 pessoas.

“Nós vamos visitar os promotores dessas ações. Vamos pedir que possam compartilhar os documentos e a partir daí, dependendo do teor deles, a gente pode enquanto membro da mesa diretora e enquanto Câmara Legislativa do Distrito Federal traçar uma estratégia de até propor ações junto ao Ministério Público para que obrigue o governo a tomar uma decisão de imediato”, disse.

O distrital lembrou que o GDF não anulou a licitação do transporte, como determinou a Justiça, nem abriu auditoria para investigar irregularidades envolvendo as empresas de ônibus do DF, como recomendou a CPI. O governo recorreu da decisão judicial. O recurso ainda não foi julgado.

Entre as irregularidades apontadas pelo G1 estão as suspeitas de que o advogado Sacha Reck direcionou o certame para beneficiar as empresas Marechal, da família Gulin, do Paraná, e Pioneira e Piracicabana, ligadas à família Constantino, com presença em Brasília. As empresas negam envolvimento com irregularidades.

Fonte: G1 DF