Goiânia: Subsídio limitado exclui 75% dos passageiros do Eixão

A limitação do subsídio de 50% da passagem de ônibus do Eixo Anhanguera apenas para portadores do Cartão Metrobus pode excluir do benefício até 75% dos usuários atuais. A estimativa é que entre 70 mil a 80 mil façam o cadastro. Como atualmente passam pelo Eixão entre 200 mil e 300 mil mensalmente, a redução de beneficiados ficará entre 120 mil e 230 mil. O cartão será obrigatório a partir de 23 de setembro e não terão direito a ele passageiros que tiverem benefícios, como o Vale-Transporte, Passe Escolar, Passe Livre Estudantil, Passe Livre do Idoso, Portador de Necessidade Especial ou Cartão-Criança.

A restrição ao subsídio vai representar uma economia de R$ 21 milhões anuais – 30% dos R$ 70 milhões repassados à Metrobus, estatal responsável pelo Eixo. Entretanto, de acordo com o secretário de Governo, Tayrone Di Martino, o objetivo do Estado é ter um controle maior sobre o que está sendo gasto com esse subsídio. Segundo ele, o Estado faz hoje o reembolso à empresa, mas sem tanto controle. “Hoje a Metrobus manda a fatura e a gente paga. Queremos saber quem está usando, como está usando e ter certeza do valor empenhado.”

Entre os mais afetados, estão os trabalhadores que recebem dos contratantes o vale-transporte, que - mesmo quando fora do serviço - não terão direito a pagar meia no Eixão. “Se você recebe do empregador, não pode ter o Cartão Metrobus. Iremos olhar a fonte do valor no Cartão Fácil”, afirma o superintendente da Juventude da Secretaria de Governo, Leonardo Felipe. Quem já possui algum dos passes livres ou benefícios de meia passagem já não precisa do Cartão Metrobus, por isso a mudança não o atinge.

Conforme o secretário, alguns empresários se aproveitam do benefício no Eixo e dão ao funcionário valor referente à meia passagem. “E o Estado acaba pagando a metade”, completa. O benefício de meia passagem existe desde 2004 de forma irrestrita. Atualmente, o valor integral é R$ 3,70.

Em relação ao comentário de Tayrone sobre a falta de informações sobre passageiros, o presidente da Metrobus, Marlius Braga, diz que a prestação de conta para receber o subsídio é feita da forma correta.

“É tudo bem controlado, sabemos quantas pessoas passaram pelas catracas”, argumenta. De acordo com ele a mudança representa melhoria pelo fato da empresa passar a receber diariamente, e não por repasses periódicos.

Fonte: O Popular