Goiânia: Passageiros temem o aumento da violência em ônibus e plataformas do Eixão

A Guarda Municipal de Goiânia parou de fazer a segurança em terminais e plataformas de ônibus do Eixo Anhanguera, em Goiânia. Segundo o órgão, o motivo é que a Metrobus, responsável por administrar a linha, não cumpriu o acordo de investir na manutenção dos veículos e equipamentos dos guardas. A empresa nega.

Segundo a GCM, 80 homens se revezavam entre os terminais, além dos vigilantes terceirizados. Os guardas reforçaram a segurança no Eixo Anhanguera durante sete meses, mas pararam o trabalho no local há duas semanas.

"A decisão se deu, justamente, porque a Metrobus não cumpriu com parte do acordo, que era o fornecimento de viaturas, manutenção em combustíveis para que a gente pudesse executar o trabalho de forma satisfatória, garantindo a segurança das pessoas que circulam no Eixo Anhanguera”, declarou o subcomandante da GCM, Valdimir Passos.

Passageiros temem o aumento do número de roubos. "A gente sentia pelo menos um pouco mais seguro com eles aqui, inibe um pouco a ação das pessoas", opina a manicure Nazaré Bernardes.

O padeiro Wellington Ribeiro Santos conta que foi assaltado na última semana. Na noite de segunda-feira (11), ao chegar ao terminal, ele viu uma mulher sendo roubada na plataforma de embarque. "Ninguém pode fazer nada. Segurança aqui é só para dizer que tem", reclama.

A Metrobus informou que cumpria o acordo estabelecido com a GCM, como manutenção dos veículos, plotagem, abastecimento dos carros, além do fornecimento de aparelhos celulares para as viaturas. Segundo a empresa, as demais medidas de segurança continuam sendo tomadas, como os vigilantes particulares, o serviço de videomonitoramento e o programa Terminal Seguro, que é desenvolvido pela Polícia Militar.

Fonte: G1 GO