Goiânia: Há dois anos, ações de mobilidade nunca acabam na T-63

Três anos após o início das intervenções para aprimorar a mobilidade na Avenida T-63, a obra na ponte que fica sob o Córrego Cascavel está em andamento. A ciclovia foi implantada nos dois lados da ponte, que integra o trecho cicloviário entre os setores Jardim América e Parque Anhanguera. A falta de espaço para ciclistas e pedestres passarem por cima da elevação é uma reclamação antiga dos moradores da região.

O diretor técnico da Companhia Metropolitana de Transportes Coletivos (CMTC), Sávio Afonso, afirma que a licitação para concluir a intervenção de mobilidade nas Avenidas T-9, Independência, 24 de Outubro, T-63 e 85 foi deflagrada em 12 de maio do ano passado e finalizada neste ano, com a assinatura do contrato com a empresa. Porém, é aguardada ainda a emissão da Autorização de Início de Obra (AIO) por parte do Ministério das Cidades, responsável por liberar a verba.

Ainda segundo Afonso, onde nenhuma mudança foi feita, como na Avenida 24 de outubro, a verba será utilizada desde o início da obra. Em outros locais que já tiveram intervenção - como Avenida 85, que já tem corredor exclusivo para ônibus – o repasse será utilizado nas próximas modificações. A Prefeitura de Goiânia espera o repasse de R$ 120 milhões do governo federal para concluir as obras de mobilidade nas vias citadas.

Ciclovia

Na T-63, o concreto que existia no local foi removido e substituído por estrutura metálica, com o objetivo de garantir mais segurança aos ciclistas. A sustentação é composta por 16 treliças soldadas e encaixadas nas duas vigas existentes entre na ponte. O local possui 50 metros e recebe 15 chapas no piso no guarda-corpo. Cada chapa possui cerca de 50 centímetros de altura com três metros de comprimento e 1,20 metro de largura.

A obra é realizada também pela Secretaria Municipal de Trânsito, Transportes e Mobilidade (SMT), Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seinfra) e Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg). A ponte faz parte do cronograma de obras da ciclovia, que tem seis quilômetros, e liga o Parque Anhanguera ao Terminal Isidória, no setor Pedro Ludovico.

O diretor técnico da CMTC, Sávio Afonso, explica que para concluir as intervenções de mobilidade na Avenida T-63 ainda é preciso reformar as calçadas, os abrigos de passageiros de ônibus, instalar câmeras de videomonitoramento e lâmpadas de LED nos postes de iluminação. “Todas as mudanças realizadas desde 2013 até agora foram possíveis com o uso de recursos do tesouro municipal. As próximas intervenções serão feitas com verbas federais”, afirma o diretor.

Mudanças

As intervenções na Avenida T-63 começaram em 2013, com a proibição do estacionamento na via para que o corredor exclusivo para ônibus fosse implantado. Na época, comerciantes reclamaram da queda nas vendas por causa da falta de estacionamento. Em seguida, foi realizada a repavimentação da avenida, que também provocou discussões sobre a qualidade do material usado, pois os condutores reclamaram de ondulações. Logo depois, começaram as intervenções no canteiro central e a obra da ciclovia foi concluída por partes.

De acordo com Afonso, os pontos de ondulação no asfalto da T-63 foram refeitos. O diretor também garante que equipes da SMT terminarão a sinalização horizontal da via até o fim da próxima semana. A obra na ponte do Córrego Cascavel deve ser finalizada até a primeira quinzena de agosto.

Fonte: O Hoje