DF: Por unanimidade, TRT considera greve dos metroviários 'não abusiva'

Por unanimidade, o Tribunal de Justiça do Trabalho (TRT) no Distrito Federal considerou a greve dos metroviários como legal e não abusiva. Na decisão desta terça-feira (5), o relator do caso, desembargador Nery de Oliveira, disse que o sindicato que representa a categoria “se manteve dentro dos limites legais” por se mostrar disposto a negociar e informar sobre as paralisações com antecedência. O Metrô informou que vai analisar a decisão da Justiça. Cabe recurso.

A categoria está em greve desde 14 de junho. Desde então, os servidores são obrigados pelo TRT a manter o funcionamento nos horários de pico (das 6h às 9h e das 17h às 20h30), com todas as 24 estações abertas e 24 trens. Se desrespeitar as medidas, o sindicato pode pagar multa diária de R$ 100 mil.

A mobilização pede a convocação dos aprovados em concurso em 2014 e reposição da inflação anual na data-base (pouco mais de 9%). Segundo o sindicato da categoria, há déficit de cerca de 800 funcionários. O quadro atualmente tem 1,2 mil servidores. O salário inicial de um agente de segurança da empresa é de R$ 2,9 mil, o mais baixo da empresa. O maior salário inicial é o de engenheiro – R$ 6 mil.

Em dias normais, o serviço atende diariamente 170 mil pessoas, entre 6h e 23h30 de segunda a sábado e 7h às 19h aos domingos e feriados. O metrô circula nas regiões mais populosas do DF – Ceilândia, Taguatinga e Samambaia. Ele também passa por Águas Claras, Guará e Plano Piloto. O sistema tem 42,3 quilômetros de extensão. A estação com maior fluxo é a da Rodoviária do Plano Piloto, por onde passam 20 mil pessoas por dia.

Por causa da defasagem de funcionários, é comum que catracas sejam liberadas para a entrada de passageiros. Segundo o sindicato, há 900 aprovados em concurso aguardando convocação. "A gente tem falta de empregados em todas as áreas, operacionais e técnicas", disse o presidente do Sindicato dos Metroviários, Ronaldo Amorim.

O Metrô afirmou que não pode permitir reajuste salarial. “A empresa lamenta os transtornos causados com a paralisação e explica que o governo de Brasília está impedido de reajustar os salários e de contratar os aprovados no último concurso em razão do limite prudencial da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).”

Fonte: G1 DF