DF: Metroviários e empresa não chegam a acordo e greve é a maior da história de Brasília

Os servidores do metrô que estão em greve tiveram ontem mais uma reunião sem resultados com o governo. A esperança dos líderes do sindicato era de que a empresa apresentasse uma proposta – eles reivindicam aumento salarial de 10% e contratação de aprovados em concurso. O GDF se diz impedido devido ao limite de gastos com pessoal na LRF (Lei de Responsabilidade Fiscal).

Os responsáveis pelo movimento grevista saíram do encontro desanimados. “Foi uma reunião para simular que há negociação, mas não houve reunião, foi totalmente infantil”, desabafou o diretor de relações sindicais do Sindmetrô, Ronaldo Amorim. A assembleia que devia ser realizada hoje para decidir os rumos do movimento, portanto, não ocorrerá. Um novo encontro foi marcado para sexta-feira.

Segundo Amorim, o governo afirmou estar tentando construir uma proposta, que ainda precisa passar pela equipe da Governança – que reúne diversos órgãos, como Fazenda e Planejamento – e pela Procuradoria Geral do DF.

Em nota, o Metrô-DF declarou que “lamenta os transtornos causados à população com a paralisação” e que segue tentando negociar com os servidores.

Segue a greve

Hoje, os metroviários completam 37 dias de greve, que foi considerada legal pelo TRT (Tribunal Regional do Trabalho). Por determinação do tribunal, seguem em funcionamento 24 trens, mas apenas nos horários de pico, das 6h às 9h e das 17h às 21h.

Fonte: Jornal Metro Brasília