DF: Em greve, metroviários rejeitam oferta do GDF e apresentam contraproposta

O Sindicato dos Metroviários do Distrito Federal (Sindmetrô) apresentou nesta sexta-feira (1º) uma contraproposta à direção do Metrô, com reivindicações para encerrar a greve iniciada no último dia 14. Em assembleia, a categoria rejeitou a maior parte das propostas feitas pelo Metrô na quarta (29).

A direção do Metrô informou ao G1 que só deve analisar a contraproposta dos funcionários a partir da próxima segunda (4). Com isso, a previsão é de que a greve persista ao longo do fim de semana.

Entre as reivindicações dos metroviários está o reajuste salarial de acordo com a inflação registrada em 12 meses, até abril, estimada em 9%. O grupo também pede a contratação dos aprovados no concurso de 2013 e a melhoria das condições de trabalho, como a garantia do fornecimento anual de uniformes e capas de chuva.

“A proposta enviada pela companhia não atendia às demandas principais do movimento. Hoje encaminharemos uma contraproposta e sinalizamos com o retorno ao trabalho, desde que o Metrô a aceite”, afirmou o diretor de Administração e Finanças do Sindmetrô, Quintino de Sousa.

A diretora de Saúde do Trabalhador Viviane Aguiar diz acreditar que a proposta vai ser acatada. “Nós abrimos mãos de muito do que reivindicamos, principalmente nas demandas financeiras. Estamos há 24 meses sem reajustes, mas entendemos que a greve não é boa para ninguém.”

Dos pontos apresentados pelo Metrô, a categoria só acatou a proposta de auxílio-doença. Ainda assim, há um pedido para que o benefício seja estendido a servidores afastados por doenças ou acidentes de trabalho e àqueles com dependência química.

“Nós somos a resistência. Essa é uma negociação pacífica em que queremos chegar a um acordo. Nós até agendamos uma passeata em frente ao [Palacio do] Buriti, mas não realizamos porque temos uma negociação sem radicalização. Não há sabotagens", diz o metroviário Joaquim Celso.

Na proposta enviada na quarta, o Metrô propôs o aumento da licença-paternidade de 15 para 20 dias corridos, aumento da licençaluto de quatro para cinco dias e reajuste do auxílio transporte em 25,5%. A empresa também ofereceu a incorporação de gratificações a servidores que exerceram função por mais de cinco anos, mas esta proposta foi rejeitada pela categoria.

Segundo o sindicato da categoria, há déficit de cerca de 800 funcionários. A entidade diz que há 900 aprovados em concurso aguardando convocação. O quadro atualmente tem 1,2 mil servidores.

O salário inicial de um agente de segurança da empresa é de R$ 2,9 mil, o mais baixo da empresa. O maior salário inicial é o de engenheiro – R$ 6 mil.

Fonte: G1 DF