DF: Saiba onde comer na Rodoviária do Plano Piloto sem medo de errar

E então, de passagem pela Rodoviária do Plano Piloto, naquela correria, bate a fome e você tem que comer qualquer coisa antes de prosseguir. Primeiro, precisa saber que a culinária na Rodô não é só pastel com caldo de cana. Há ali um grande número de lanchonetes e restaurantes vendendo variados tipos de lanche e refeições. Visitamos os cinco estabelecimentos mais concorridos do terminal para facilitar sua escolha na próxima vez que precisar comer por lá:

Itapuã Restaurante (Self-service, no mezanino)

Se for para almoçar, o Itapuã é a boa. O self-service ganha de seu concorrente direto, o Restaurante e Lanchonete Alvorada, em variedade e aparência da comida. O cardápio começa na inevitável alface picada e termina em reluzentes linguiças de diferentes tipos, coração e coxas de frango, costela e outros cortes bovinos, dispostos sobre uma chapa. Peca pela grande quantidade de itens fritos e pelo aperto das mesas muito pequenas no salão interno. Melhor ficar na varanda, com “vista panorâmica” para o pátio do terminal. O bufê é servido das 11h às 23h, a R$ 32,99 o quilo.

Pão de Queijo Caipira (Lanchonete, no piso superior)

Broas e petas em tamanho gigante e fatias de bolo capazes de satisfazer até três pessoas chamam a atenção nas vitrines desta lanchonete. Pule essa parte e vá direto ao pão de queijo. Segundo o balconista, o de tamanho pequeno, vendido a R$ 0,50, sai do forno e acaba no mesmo instante, tantas quantas forem as fornadas. Faz sentido. O pãozinho não é borrachudo e tem realmente gosto de queijo. Quentinho, é capaz de satisfazer até o mineiro mais exigente. O grande, em formato comprido feito um biscoito, é igualmente saboroso. Custa R$ 2. Até mesmo o cafezinho de garrafa não decepciona. Bem quente, em copo de plástico, sai de R$ 0,50 a R$ 2, dependendo do tamanho.

Pastelaria Viçosa (Pastelaria, com duas unidades, uma em cada plataforma inferior)

Tão antigo quanto a capital, o pastel da Viçosa tem para os brasilienses mais valor afetivo do que exatamente culinário. Está tão arraigado no dia a dia de quem passa pela Rodoviária que ninguém se importa, por exemplo, em saber quantas vezes é trocado o óleo quente dos tachões. Dali saem o dia inteiro pastéis de carne, queijo, frango, calabresa ou calabresa com queijo? Um custa R$ 3,50 um mais um caldo sai por R$ 4 e dois mais um caldo, por R$ 6. A pastelaria vende misto quente e x-tudo (com hambúrguer, ovo e salada). Mas, por força do hábito, é difícil abrir mão do pastel — que a gente nem questiona mais se é bom ou não…

Restaurante e Lanchonete Alvorada (Self-service, no mezanino)

No balcão, é servido o cardápio básico dos self-services populares: alface, tomate, cenoura, arroz, feijão, carne de panela… O sabor também é o trivial. Mas pode surpreender: a rabada servida às quartas é feita no ponto, bem temperada e saindo fácil do osso. O Alvorada se diferencia do Itapuã, por oferecer, além do quilo a R$ 32,99, a alternativa da quentinha “feita pela casa”, a R$ 14,99 (também pode ser consumida no local, como PF). O churrasco, porém, não é animador. Às 13h, parecia que já passava das 17h. À noite, o bufê dá lugar a caldos e sopas (R$ 8 a cumbuca pequena; R$ 10 a grande). Tem a vantagem de ser mais amplo que o concorrente.

Rodoburguer (Quiosque, ao sul da plataforma C)

Tem hambúrguer de frango? O atendente informa que só tem o misto, com carnes bovina, suína e de frango (!). Se a mistura não lhe parecer suspeita, vá em frente. Antes, outro aviso: em um espaço de pessoas em trânsito e com pressa, o hambúrguer já passou pela chapa antes mesmo do pedido do freguês. Se não se importa de comê-lo requentado, continue. Por R$ 4,50, leva alface e tomate e é coberto por batata palha, o que lhe dá aparência de hot-dog. Mas o sabor não lá é muito diferente do sanduíche encontrado em algumas lanchonetes de rede. O preço o refresco de goiaba, caju, acerola ou maracujá – este é tão artificial que não tem perigo de o viajante adormecer na viagem de ônibus.

Fonte: Portal Metrópoles