DF: Rodoviários da TCB fazem paralisação e pedem 30% de aumento

Cobradores e motoristas da empresa TCB cruzaram os braços na manhã desta quinta-feira (30) em Brasília. A categoria pede aumento de 30% sobre os salários da categoria e 54% sobre o vale-alimentação. Uma assembleia está marcada para as 9h desta quinta para definir os rumos da paralisação.

Os 34 ônibus que cobrem 13 linhas no Distrito Federal ficaram parados no pátio da empresa. As linhas da TCB atendem 18 mil passageiros diariamente. Segundo a companhia o sindicato havia informado que indicativo de greve seria na segunda-feira (4).

A TCB disse que realizou reuniões do presidente da empresa, Manoel Alexandre, com o Sindicato dos Rodoviários, mas não houve acordo entre as partes. Os salários médios são de R$ 1,5 mil para cobradores e de R$ 2,7 mil para motoristas.

As linhas afetadas com a paralisação incluem coletivos que fazem trajetos convencionais, como a Esplanada dos Ministérios, linhas rurais, em Planaltina e no Paranoá, e a linha executiva do Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek.

Segundo a TCB, o aumento pleiteado pela categoria é impedido pela Lei de Responsabilidade Fiscal, que veta ao governo conceder aumentos salariais quando já foi atingido o “limite prudencial” de 46,55%.

Lei de Responsabilidade Fiscal

O DF tem tido limitações em relação ao funcionalismo público por causa de imposições da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Mesmo com aumento de impostos desde janeiro, os gastos do governo com servidores permaneceram acima do permitido nos quatro primeiros meses de 2016.

As despesas com pessoal atingiram 47,08% da receita corrente líquida (somatório dos impostos), segundo relatório divulgado nesta segunda-feira (30) no Diário Oficial. O limite de alerta é de 44,1% e o prudencial, de 46,55%.

Com isso, o governo segue impedido de aumentar o número funcionários (as contratações ocorrem em substituição a aposentadorias e demissões, por exemplo), conceder aumentos, criar cargo de qualquer natureza, alterar carreiras aumentando a despesa ou contratar horas extras fora da área de Saúde pelos próximos 120 dias.

Fonte: G1 DF