DF: Greve dos metroviários afeta passageiros mesmo com operação especial

Mesmo após a Justiça do Trabalho determinar, nesta terça-feira (14), a operação de 24 trens nos horários de pico, a greve dos metroviários continua afetando os usuários no Distrito Federal. O Sindicato da categoria ignorou a decisão. Apenas 18 vagões estão funcionando, em 12 estações. Os trabalhadores reivindicam a contratação de mais profissionais, além de reajuste salarial.

“Essa greve não faz mal ao governo. Faz mal a quem precisa acordar cedo para estar no trabalho ou na faculdade”, desabafou Laís Silva, de 23 anos. Moradora de Ceilândia Sul, a estudante acorda às 5h para conseguir chegar no horário na L2 Sul.

A auxiliar de serviços gerais Maria Isabel Nunes, de 43 anos, também de Ceilândia, disse que chegou atrasada no trabalho por causa da greve. “Tive que me explicar para o meu chefe, pois cheguei quase duas horas depois do horário normal. Ele entendeu, mas nem todo mundo compreende. Com essa crise não dá para arriscar perder o emprego”.

Para a estudante de direito Vitória Caroline Gomes, de 19 anos, a greve não afeta seu cotidiano, pois ela pega a condução no horário intermediário. “Eu estudo no período da tarde. Por isso, não fico prejudicada, mas entendo que a maioria das pessoas sofrem com isso”, informou a moradora de Samambaia Sul. “Quando chega a hora de ir embora, eu pego o metrô com tranquilidade”, concluiu.

Contraproposta

Em relação a contraproposta apresentada pelo Governo de Brasília ao SindMetrô, na noite de segunda (13), o diretor do Sindicato, Ronaldo Amorim, afirma que as medidas apresentadas não atendem às propostas dos servidores. “Vamos levar a carta para os funcionários, mas acho pouco provável que seja acatado e posto um fim no movimento ainda hoje”.

Ainda segundo Ronaldo, a manifestação não faz bem aos passageiros. “Reconhecemos que o impacto é grande. Sentimos uma infelicidade com essa decisão. Mas o governo nos empurrou para esse movimento. Praticamente pediu que isso acontecesse”, lamenta. O sindicato reivindica a convocação dos aprovados no concurso de 2013, além de reajuste da data-base, em cerca de 9%.

Trânsito

Como a ausência do Metrô sobrecarrega os transportes coletivos, 45 ônibus extras entraram em circulação. Segundo o Transporte Urbano do DF (DFTrans), a empresa Urbi cedeu 10 coletivos articulados para atender a região de Samambaia. A São José acrescentou 15 ônibus articulados para trafegarem em Taguatinga e Ceilândia. Moradores do Guará, Águas Claras, Taguatinga e Ceilândia contam com mais 20 veículos, também articulados, da empresa Marechal.

Por causa da paralisação, o Departamento de Estradas e Rodagem (DER) e o Departamento de Trânsito do Distrito Federa( DETRAN/DF) liberou as faixas exclusivas da Estrada Parque Núcleo Bandeirante (EPNB) e da Estrada Parque Taguatinga (EPTG). Além do Setor Policial Sul e da W3 Sul e W3 Norte. As liberações serão mantidas até o fim do movimento grevista. para os carros.

Fonte: Jornal de Brasília | Foto: Josemar Gonçalves/Jornal de Brasília