DF: Após série de atos, rodoviários avançam negociação com empresas, mas ônibus extras continuam parados

Rodoviários do Distrito Federal e representantes das empresas de ônibus avançaram nas negociações sobre direitos trabalhistas e reajuste salarial após reunião nesta quarta-feira (29). O sindicato da categoria chegou a anunciar uma paralisação geral para esta quinta (30), mas o ato foi suspenso.

A entidade afirma que a frota extra, utilizada em horários de pico nas linhas de maior demanda, seguirá parada até a conclusão das negociações. Esse reforço representa 20% dos veículos que rodam entre 5h e 8h30, e entre 15h e 18h30, levando passageiros até a rodoviária do Plano Piloto.

A frota extra não é usada desde o dia 22, diz o Sindicato dos Rodoviários. Parte desses veículos ajudaria a reforçar o serviço de transporte em regiões afetadas pela greve dos metroviários, que pleiteiam a convocação de aprovados em concurso.

Os rodoviários reivindicam aumento de 19,68%. Desse índice, 9,68% são referentes a perdas inflacionárias até 30 de abril. O Tribunal Regional do Trabalhou negou em caráter liminar o pedido do GDF de considerar ilegais as paralisações.

A paralisação dos extras atinge todas as 31 regiões administrativas. A única empresa com funcionamento normal é a TCB. Atualmente o salário dos motoristas de transporte público do DF é de R$ 2.121 e dos cobradores, R$ 1.108. O tíquete é de R$ 660. A categoria avalia a possibilidade de greve.

O último reajuste da categoria aconteceu em junho do ano passado, quando houve aumento de 10% no salário e 11% no tíquete alimentação e na cesta básica. Ao todo, o DF tem 12 mil rodoviários.

Os trabalhadores cobram ainda melhorias na infraestrutura de terminais, incluindo a instalação de banheiros, bebedouros, bancos e locais para descanso. Eles também pedem a entrega dos novos, prontos e não inaugurados: Samambaia Sul, Samambaia Norte e Recanto das Emas.

Fonte: G1 DF