Goiânia: Presos suspeitos de atuar em golpe na venda de bilhete de ônibus

A Polícia Civil prendeu nesta sexta-feira (13) três vendedores de sitpass suspeitos de participar de um esquema que comprava recargas do Cartão Fácil com dados de cartão de crédito de terceiros, em Goiânia. Segundo a investigação, Fabiana Correia dos Santos, Ismael Dias Coutinho e Pedro Joneilson Ferreira de Lima ficavam com 20% da venda e repassavam o restante para outros do membros do grupo. A polícia estima que a fraude causou mais de R$ 200 mil de prejuízo para operadoras do cartão de crédito.

“Era um grupo bem organizado, já identificamos outros membros da quadrilha e vamos entrar com o pedido de prisão preventiva. Estes vendedores de vale transporte são a ponta do esquema. Intermediários compravam os Cartões Fácil e hackers obtinham dados de cartões de crédito de pessoas para que fossem feitas as recargas”, explicou o delegado Isaías Pinheiro, do 1º Distrito Policial de Goiânia.

De acordo com o delegado, o caso foi denunciado por operadoras de cartão de crédito que começaram a notar um alto índice de compras contestadas por clientes.

Ele afirma que o esquema funcionava fundamentalmente em quatro fases. Primeiro, o grupo comprava dezenas de unidades do Cartão Fácil com CPFs de terceiros.

Em seguida, hackers obtinham dados de cartão de crédito de outras vítimas e creditavam nos cartões de recarga. Por último, os cartões eram entregues para os revendedores de sitpass que efetuavam a venda no embarque dos ônibus.

“Eles vendiam este crédito para usuários que precisavam embarcar nos ônibus. Pelo que a gente apurou, os únicos prejudicados eram os cartões de crédito, visto que os clientes que tiveram seus dados hackeados eram ressarcidos após a contestação, e as empresas que operam o Cartão Fácil, recebiam o dinheiro da recarga normalmente”, afirmou.

Segundo a polícia, outros nove integrantes da quadrilha já foram identificados. Conforme o delegado, os três presos vão responder por formação de quadrilha e furto qualificado.

A diretoria do Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Passageiros de Goiânia (Set) informou por telefone ao G1 que não credencia vendedores de sitpass e que apenas estabelecimentos comerciais e as bilheterias dos terminais são pontos de venda oficiais.

O Set informou ainda que repassou todas as informações necessárias à Polícia Civil a fim de contribuir com as investigações e que nenhum usuário foi prejudicado pelos atos da quadrilha.

Fonte: G1 GO