Goiânia: Avenida 85 é o 2º trecho mais congestionado

A Avenida 85, além ser um dos cartões postais de Goiânia, é conhecida pelos transtornos, principalmente nas Ruas 1122 e 1223 do Setor Marista, com um dos pontos de maiores estrangulamentos, o que prejudica o fluxo do tráfico da avenida. Outra queixa dos condutores é que o tempo do semáforo é curto para passar quantidade expressiva de carros.

Segundo Agência Municipal de Trânsito (AMT), o trecho é o segundo mais congestionado da capital, perde somente para a Avenida Goiás. A doutora em Planejamento e Transporte Urbano e professora da Universidade Federal de Goiás (UFG), Érika Cristine, informa que motivo do histórico de engarrafamento é devido ao excesso de veículos que transitam e a ausência de um projeto que induz a diminuição do uso de carros e motos. “Quanto mais vias são abertas e quanto mais facilidades são dadas aos condutores, mais pessoas utilizam-nas e são gerados congestionamentos”, explica.

Por ser uma via arterial que recebe fluxo de várias outras avenidas e ruas, os trechos tumultuosos da 85 são os cruzamentos que ligam as Avenidas T-63, D, Mutirão, T-10 e T-9 , que dão acesso aos bairros de maiores atividades comerciais.

Frota

A Secretaria Municipal de Trânsito Transporte e Mobilidade (SMT),informa que por dia transitam 25.711,25 veículos na ligação com T-11. Na T-9 são 12.190,70. De 2014 a 2015, o índice de acidentes caiu de 446 para 169, que significa uma queda de 62%. Do início do ano de 2016 até março, a infrações mais comuns são dirigir usando celular, estacionar em lugar indevido, condutor e passageiro sem cinto de segurança e furar o sinal vermelho.

Érika diz que uma das soluções seria pensar na mobilidade urbana, priorizar o pedestre e o ciclista para que esses realizem os curtos deslocamentos; o transporte coletivo para as médias e longas viagens e assim resgatar a qualidade da paisagem urbana da cidade. “Ela tem se degradado dia a dia devido à grande quantidade de veículos e aos congestionamentos”, reflete Cristine.

Atraso

A via não tem sincronização de semáforos, para isso é necessário realizar um plano de circulação para definir a função de cada passagem. Érika explica que existem sistemas inteligentes capazes de alterar a programação do sinalizador conforme a demanda. Assim, os aparelho devem ser programados para privilegiar o transporte coletivo.

A pré-vestibulanda, Ynaray Beltrão Brandão dos Santos, 18, que usa o trajeto para ir ao curso, reclama da intensidade do trânsito, ainda mais nas imediações que ligam outras avenidas, o que provoca a paralisação do fluxo e cria congestionamentos ao longo do percurso. O que mais a incomoda é a pressa e a falta de respeito de alguns motoqueiros que, além disso, andam na contramão.

“O trânsito precisa de muitas medidas e caminhos alternativos. Creio que se houvesse mais fiscalização poderia evitar muitos acidentes”, medidas que a estudante crê que sejam necessárias para a resolução do problema.

Rafaell Rocha Guimarães, 24, considera o tráfego pesado durante todo o dia ainda mais nos finais de semana. “A 85 é estreita. Digo com medo ao passar tão próximo dos outros carros. Os ônibus tiram tinta do meio fio”, reflete.

Morador do Setor Papillon Park, região Sul de Goiânia, usa o trecho para ir ao Centro ou à igreja. Rafaell acredita que de ser reduzida a velocidade de 60 quilômetros por hora para 50(km/h). “Os veículos correm muito em uma avenida estreita demais”, pondera.   

Fonte: O Hoje