DF: Solução em Brazlândia... só daqui três meses

Por Rafael Martins

A dor de cabeça de quem depende de ônibus diretos de Brazlândia para a Rodoviária do Plano Piloto parece não ter fim. A novidade agora, segundo o DFTrans, é que o órgão está em negociação com a Expresso São José e que em dentro de três meses a empresa assuma estas linhas. De acordo com a autarquia, em nota à TV Globo, um contrato foi fechado com a São José em janeiro do ano passado; porém o acordo durou pouco tempo. A promessa é que estas linhas sejam reativadas em 90 dias.

A novela que tornou-se o transporte de Brazlândia não é nova. Desde a falência da cooperativa Alternativa, nenhuma solução em definitivo foi tomada para sanar os problemas.

A portaria da Secretaria da Mobilidade que permite o remanejamento emergencial de 25% da frota de ônibus das operadoras que atuam nas cinco bacias de ônibus de Brasília completou um ano em janeiro em Brazlândia. Assim, em caso de paralisação em uma bacia, a frota poderá ser reforçada por ônibus das outras quatro.

20 ônibus das cinco concessionárias substituíram os 40 veículos da cooperativa Alternativa, parados desde 7 de janeiro de 2015. Por diversas vezes passageiros da cidade fecharam as vias da região e também a Rodoviária do Plano Piloto em protesto por falta de ônibus. Até novembro do ano passado, mais de 659 autos de infração por viagens não realizadas na localidade foram emitidos pelo DFTrans.

Os usuários queixam que a situação está sendo "levada com a barriga" desde que o Plano Emergencial foi implantado. A Expresso São José, que opera na Área 5 onde está Brazlândia, circula na cidade com 45 ônibus em 19 linhas que antes eram operadas pela Viplan e Pioneira. Estas linhas que ligam Brazlândia à W3 Sul e Norte e também à Taguatinga, Ceilândia e Guará integram o lote de linhas que a empresa ganhou na licitação em 2012.

Já as linhas para a Rodoviária do Plano Piloto que eram da Alternativa, com o Plano Emergencial, foram divididas entre as cinco operadoras. A São José ficou com 17 linhas na cidade. As outras 6 linhas, de um total de 23 ficaram rateadas com as outras quatro empresas.

O DFTrans informou na época que não tinha recursos para implantar um novo sistema em Brazlândia e por isso ia tentar uma solução provisória. O primeiro passo é fazer um estudo das linhas já existentes e tentar remanejá-las, para diminuir o tempo de espera dos passageiros. Uma solução definitiva ainda não tem prazo definido para sair do papel.