Goiânia: Segunda reunião da CPI do Transporte Intermunicipal é marcada pela falta dos depoentes

A Comissão Parlamentar de Inquérito que investiga possíveis irregularidades no transporte intermunicipal de passageiros e nas empresas que realizam o serviço foi aberta às 16h11 dessa segunda-feira, 29, no Auditório Solon Amaral.

Estiveram presentes na sessão o presidente da CPI, deputado Humberto Aidar (PT), o relator, Talles Barreto, e o vice-presidente, Santana Gomes (PSL), além dos membros Bruno Peixoto (PMDB), Júlio da Retífica (PSDB) e Lincoln Tejota (PSD).

Santana Gomes sugere mais rigor para garantir presença de depoentes na CPI

Durante reunião da CPI do Transporte Intermunicipal, o deputado Santana Gomes (PSL) manifestou preocupação quanto aos trabalhos desenvolvidos pela Comissão, pois percebe a tentativa de boicote por parte de pessoas que são intimadas a depor.

Santana Gomes fez a observação por causa da ausência de um dos intimados, Odilon Walter Santos, que não compareceu à reunião desta tarde. “A CPI tem que ser propositiva e firme nos seus propósitos. Tem que ir a fundo, mesmo que intimados tentem protelar os trabalhos da CPI. Sugiro que a gente use o trabalho policial se for necessário, senão fica ruim para o Poder Legislativo. Quem tem que pautar a CPI são os seus membros", salientou.

Lincoln Tejota afirma que CPI do Transporte não quer promover caça às bruxas

Os convidados, empresário Odilon Walter Santos, e o presidente da AGR, Ridoval Chiareloto, não compareceram. O deputado Lincoln Tejota (PSD) criticou a atitude dos convidados. “Não estamos jogando o dinheiro do contribuinte fora. Essas pessoas tem que vir aqui. Não estamos aqui para caçar bruxas. O objetivo é devolver para o contribuinte goiano um transporte de qualidade”, salientou.

Aidar afirma que as empresas de transporte em Goiás atuam de forma ilegal

O presidente da CPI do Transporte Intermunicipal, Humberto Aidar (PT), disse que não existe nenhum documento que autorize empresas do transporte intermunicipal a realizarem viagens no Estado de Goiás. Todas atuariam de forma ilegal, já que seria obrigatória a realização de licitações. “A Justiça só não acaba com essa farra, porque se trata de um serviço essencial, que não pode ser suspenso sem que haja uma solução, no caso, a licitação”, declarou.

O deputado disse que seu objetivo, ao propor a abertura das investigações, não é acusar ninguém, nem ir contra nenhum interesse. “O objetivo é que o transporte intermunicipal siga regras e tenha obrigações, para que a população tenha um serviço de qualidade”, finalizou.

Bruno Peixoto sugere abertura do serviço de transporte para mais empresas

Durante participação na reunião da CPI do Transporte Intermunicipal, o deputado Bruno Peixoto (PMDB), salientou que o objetivo da Comissão não é beneficiar alguma empresa, mas sim diagnosticar falhas do sistema.

Bruno sugeriu que outras empresas e mesmo pessoas físicas, em serviços como os do Uber, possam participar do sistema sem licitação, já que as atuais empresas operam apenas com uma autorização. “Não há permissão legal para eles rodarem. O que impede a não ser o poder de fiscalização da AGR? Nada. Empresas que estão circulando não passaram por licitação. Possuem autorização. Queremos legalizar outras alternativas, queremos o melhor para a população”, disse o parlamentar peemedebista.

Júlio da Retífica afirma que situação do transporte inviabiliza trabalho da AGR

Durante reunião da CPI do Transporte Intermunicipal, realizada na tarde desta segunda-feira, 29, no auditório Solon Amaral, o deputado Júlio da Retífica (PSDB) comentou que a atual situação do transporte intermunicipal em Goiás obriga a Agência Goiana de Obras Pública (AGR) a atuar de forma contraditória, pois tem de proibir transportes alternativos, como táxis, e, ao mesmo tempo,fiscalizar as empresas para que prestem serviços de qualidade.

“Quem tenta prestar o serviço é multado porque não tem autorização para prestar o serviço. Mas, ao mesmo tempo, tem que fiscalizar as empresas para que ofereçam transporte de qualidade. Não tem nada pior no mundo que o ônibus quebrar na estrada e o passageiro ficar à revelia”, disse.

De acordo com ele, esse quadro inviabiliza a concorrência com empresas que operam na área, que não prestam bons serviços. O parlamentar citou o caso do município que representa, Porangatu, onde o serviço é deficitário, mas táxis que transportam passageiros entre municípios sempre são multados.

Fonte: Assembleia Legislativa do Estado de Goiás