DF: Comissão convoca presidente do Metrô para prestar esclarecimentos

A Comissão de Fiscalização, Governança, Transparência e Controle da Câmara Legislativa do Distrito Federal aprovou na tarde desta quinta-feira (3) a convocação do presidente do Metrô, Marcelo Dourado, para prestar esclarecimentos sobre a contratação dos candidatos aprovados em concurso público para o cargo de segurança metroviários. Anteriormente, a Comissão havia convidado Dourado e sua presença era esperada para esta quinta-feira, mas ele não compareceu. Marcelo Dourado será ouvido no dia 7 de abril, às 14h.

Em ofício encaminhado à Comissão, o presidente do Metrô argumentou que não havia fatos novos que justificassem seu comparecimento à Comissão. Segundo ele, se necessário, seu comparecimento deveria acontecer em abril, após o fechamento do primeiro trimestre do ano. A justificativa irritou alguns integrantes da Comissão e a transformação do convite em convocação foi discutida, a partir de sugestão apresentada pelo deputado Chico Leite (Rede). O presidente da Comissão, deputado Rodrigo Delmasso (PTN), apoiou a mudança, mas outros dois integrantes, Rafael Prudente (PMDB) e Roosevelt Vilela (PSB), defenderam a manutenção do convite e a marcação de uma nova data para a audiência.

Com o empate, o presidente da Comissão exerceu o voto de minerva, transformando o convite em convocação. Assim, Marcelo Dourado será obrigado a comparecer à Câmara, sob pena de sofrer sanções legais.

Além do concurso, o presidente do Metrô terá que trazer informações sobre o processo de contratação de uma empresa de segurança patrimonial que está em andamento na empresa. Dezenas de aprovados no concurso de segurança metroviário acompanharam a reunião da Comissão e comemoraram a convocação do presidente da empresa.

Na opinião do deputado Rodrigo Delmasso, o não comparecimento de Marcelo Dourado foi um desrespeito ao poder Legislativo e contrariou determinação do governador Rodrigo Rollemberg, segundo a qual todos os gestores públicos devem comparecer à Câmara, sempre que necessário.

Fonte: CLDF