Goiânia: Ambulantes cobram mais caro para vender bilhete de ônibus

Vendedores ambulantes foram flagrados cobrando mais caro pela passagem do transporte coletivo na Região Metropolitana de Goiânia. A tarifa do bilhete é R$ 3,70, mas eles vendem por até R$ 4. Usuários reclamam, mas compram, pois alegam que é difícil encontrar as passagens. A Polícia Civil investiga o caso.

O vendedor Antônio Pereira de Oliveira confessa que cobra a mais pela tarifa porque não tem desconto ao adquiri-la. “Eu compro a R$ 3,70. Eu peço um ‘maizinho’ que aqui eu tomo água, tomo café”, alega o vendedor.

Os passageiros reclamam do preço, mas pagam pela passagem mais cara, pois dizem ter dificuldade em encontrar bilhetes de embarque, conhecidos como Sitpass, e em fazer a recarga do Cartão Fácil. Além disso, os ônibus não possuem cobradores.

Até o posto de recarga e venda de bilhete de uma das plataformas de embarque estava fechado. “O problema é que não tem onde recarregar as carteirinhas, vai recarregar, mas não tem lugar”, reclama a dona de casa Maria Lúcia.

A estudante Débora Cristina conta que precisa se deslocar para um terminal para conseguir pegar ônibus. “Não acho Sitpass, eu tenho que ir nos terminal porque é só assim que eu entro”, conta.

Além de pagar mais caro, alguns passageiros ainda correm o risco de não conseguir passar na catraca com as passagens adquiridas dos ambulantes. “Deu bilhete inválido. A minha colega ali também comprou dele e deu inválido. Eu paguei R$ 4 na viagem”, denuncia uma passageira, que reclamou para o ambulante e pegou outro Sitpass.

A Companhia Metropolitana de Transporte Coletivo (CMTC) informou que pediu ao Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Passageiros de Goiânia (SET) a normalização imediata dos serviços. Por sua vez, o sindicato alega que todos os pontos de venda nos terminais funcionam normalmente.

Segundo o titular da Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra o Consumidor (Decon), delegado Eduardo José do Prado, a venda de bilhetes com preço exacerbado se trata de estelionato. A corporação investiga a situação.

Fonte: G1 GO