DF: GDF libera passe livre estudantil sem cadastro. Custo chega a R$ 20 mi/mês

Estudantes de escolas particulares já retomaram o ano letivo e, sem ter cadastrado os alunos a tempo, o DFTrans resolveu liberar o benefício do passe livre a todos que já constavam no sistema no ano passado. Em tese, significa que até alunos que se formaram podem usar o cartão no metrô e em ônibus. A liberação abarca também os estudantes de escolas e universidades públicas -- muitos, ainda em férias.

Com 200 mil alunos cadastrados atualmente, o benefício do passe livre pode custar aos cofres até R$ 20 milhões por mês, um gasto nada irrelevante, ainda mais se for considerada a política de austeridade do governo.

De acordo com aviso divulgado pelo órgão, não é necessário comparecer aos postos de Sistema de Bilhetagem Automática para refazer o cadastro, e a promessa é de que a data para o procedimento ser retomado será divulgada até o fim do mês. Apesar de dizer que o benefício é restrito a linhas cadastradas, o governo não tem tecnologia suficiente para saber qual itinerário, precisamente, está sendo selecionado. Na prática, dá para pegar ônibus para qualquer lugar.

“O Governo de Brasília está investindo em uma forma de tornar essa atualização mais ágil e eficiente, evitando filas nos postos”, afirma o órgão, em nota oficial.

Sem controle

O DFTrans havia prometido uma nova forma de cadastrar os alunos para o passe livre, justamente para coibir fraudes e economizar. A medida anunciada envolvia a apresentação de CPF no momento do cadastro.

O prazo final para a operação era até o fim do mês passado. O DFTrans não detalhou o motivo pelo qual isso não pôde ser feito a tempo e afirmou que “o sistema está sendo preparado para que seja feito o recadastramento com o CPF do estudante”.

Fonte: Jornal Metro Brasília