Goiânia: Usuários reclamam de redução de 25% nos ônibus da Grande Goiânia

Usuários do transporte coletivo denunciam que o número de ônibus circulando está menor neste mês de janeiro na Região Metropolitana de Goiânia. Trabalhadores relatam que estão chegando atrasados ao trabalho devido à longa espera nos pontos e terminais. Em alguns pontos de Senador Canedo e Aparecida de Goiânia, a espera ultrapassa uma hora.

De acordo com a Companhia Metropolitana de Transportes Coletivos de Goiânia (CMTC), devido às férias escolares, houve uma redução de 25% na demanda de passageiros, com isso,1 em cada 4 ônibus foram retirados de circulação até o dia 10 de fevereiro. A medida não agradou os trabalhadores que dependem do transporte.

O auxiliar contábil Sérgio Marcos Rodrigues sai de casa às 6h da manhã para chegar ao trabalho às 8h.

Após caminhar quase um quilômetro até o ponto, ele diz que espera até 40 minutos para conseguir embarcar em um ônibus que vai para o Terminal Veiga Jardim, em Aparecida de Goiânia. Ele ainda precisa pegar mais três coletivos para chegar ao trabalho.

Com a redução dos veículos, os atrasos no emprego ficaram frequentes. “Fica complicado. Você apresenta a mesma justificativa na sequência de dias e fica parecendo que a gente não está muito a fim de trabalhar”, desabafa Sérgio Marcos.

Ele denuncia que, com a redução da frota neste mês de janeiro, as planilhas de horários que ficavam afixadas nas plataformas do terminal foram retiradas. Deste modo, não é possível organizar a viagem, já que apenas é possível saber quantos minutos faltam para que o próximo ônibus chegue.

A auxiliar de produção Jaqueline Gabriele também reclama da superlotação causada pelo número menor de veículos em circulação: “No horário de pico já é ruim em período normal, pois demora demais. E agora, nas férias agora, é pior ainda”.

O mesmo problema é vivido diariamente pela porteira Kênia de Oliveira, que mora em Senador Canedo e trabalha no Setor Bueno, na capital. Segundo ela, com a redução de ônibus, o tempo de espera ultrapassa uma hora. “Se eu perder o ônibus de 5h20 só pego outro 6h30”, conta a porteira. Com o risco de atraso, ela conta com a ajuda do marido, que a leva até o terminal para que a viagem fique menor.

A CMTC informou que foi feito um ajuste de horários para que os trabalhadores não fossem prejudicados. A companhia disse ainda que vai fiscalizar os pontos de ônibus para saber se o cronograma está sendo respeitado.

Com o início do ano, as empresas começam as discussões sobre o reajuste da passagem. Em São Paulo, a tarifa já foi reajustada para R$ 3,80. Na capital fluminense também houve aumento, com a passagem chegando a R$ 3,70. Na Região Metropolitana de Goiânia o valor da tarifa ainda está em estudo e ainda não foi divulgado de quanto será o reajuste.

Fonte: G1 GO