Goiânia: GCM prende membros de 11 quadrilhas no Eixo

Com pouco tempo de atuação no Eixo Anhanguera, na Região Metropolitana de Goiânia, a Guarda Civil Metropolitana (GCM) vem acumulando bons resultados junto à população. Somente no último mês de dezembro, 11 quadrilhas que atuavam nos terminais e plataformas do Eixo Anhanguera foram desbaratadas pela corporação.

O subcomandante Vladimir Passos ressalta que a atuação dos homens e mulheres da guarda na proteção à população que usa o transporte coletivo se deu por meio de iniciativa da Metrobus, que administra o Eixo Anhanguera. “Em vista o grande número de furtos e arrastões, a Metrobus nos procurou para ver o que seria possível fazer para conter essa situação.”

Passos ressalta que as 11 quadrilhas presas atuavam há tempos nos terminais e plataformas do eixo.”Todo mundo sabia da existência delas, mas por força da lei não conseguiam fazer a prisão sem o flagrante.”

O subcomandante explica que nove das 11 quadrilhas presas utilizavam menores em suas ações. Além das prisões realizadas, a guarda também contabiliza a apreensão de 11 armas brancas e duas de fogo, que foram encaminhadas para registro nas autoridades competentes.

Baixo efetivo

Mesmo com os resultados já obtidos, o subcomandante afirma que o contingente da GCM em prontidão no Eixo está aquém daquilo que a população espera. Segundo ele, há a cobrança de que agentes da corporação permaneçam nas plataformas e terminais durante todo o dia, o que seria impraticável. “Seria preciso mais de 190 pessoas para atuar da forma como a comunidade acha ideal”, diz.

Atualmente, são cerca de 60 agentes atuando em turnos na vigilância nas 19 plataformas e cinco terminais do Eixo Anhanguera. Como suporte, eles contam com seis viaturas, que transitam ao longo da avenida fazendo seu monitoramento.

Em breve, a estrutura de segurança deve ser reforçada. “Estamos em conversação para que possamos instalar câmeras em cada ônibus e também reativar as câmeras dos terminais. Tudo isso será interligado à nossa estrutura operacional”, ressalta Passos.

Decisões judiciais

Todas as ações da GCM vêm na esteira de uma decisão judicial do dia 3 de dezembro que determinou que a Metrobus deveria contratar, com dispensa de licitação, empresa de vigilância patrimonial para atuar nas plataformas e no interior dos veículos do Eixo Anhanguera visando prover a segurança dos consumidores.

Originalmente, a decisão do juiz Avenir Passo de Oliveira, previa um prazo de 48 horas para seu cumprimento, sob pena de multa diária de R$ 20 mil. No entanto, o prazo acabou sendo prorrogado para o dia 31 daquele mês por decisão do desembargador Fausto Moreira Diniz. Segundo ele, “o lapso de 48 horas determinado pelo dirigente processual mostra-se exíguo, já que, para contratar uma empresa de segurança pública, precisa-se de toda uma articulação, projeto e análise de propostas, sob pena de excessivos gastos”.

Ao O HOJE, a assessoria da Metrobus afirma que a empresa está dando os últimos retoques para cumprir integralmente a determinação judicial. O contrato com uma empresa de videomonitoramento estaria em vias de ser fechado, mas maiores detalhes ainda não podem ser divulgados.

Fonte: O Hoje