DF: Paralisação de rodoviários causa transtornos aos passageiros nesta manhã

Os rodoviários do Distrito Federal cruzaram os braços nesta quarta-feira (15/12), em adesão a uma paralisação nacional por mais segurança no trabalho. O ato teve início por volta das 4h e tinha previsão inicial de se estender até 8h, o que não ocorreu. Por volta das 9h, os ônibus voltaram a circular normalmente. A categoria reivindica ainda que o segundo posto de trabalho dentro dos ônibus (cobrador) seja obrigatório em todo o Brasil.

Desde as primeiras horas da manhã, nenhum coletivo saiu das garagens, causando transtornos para os passageiros de ônibus do DF. Segundo informações do Sindicato dos Rodoviários do DF, cerca de 10 mil trabalhadores aderiram ao movimento. Ao todo, a frota do DF conta com aproximadamente 2,6 mil ônibus.

Muitos passageiros se aglomeram nas paradas e acabam usando transporte pirata. A outra opção para seguir é o Metrô-DF, que está com 24 trens em funcionamento. Isso foi o que fez o promotor de vendas Hellyelson Lourenço, 21 anos, que trabalha em Planaltina. Ele pegou o trem em Ceilândia, às 6h, até a Rodoviária do Plano Piloto. Até as 8h20 ele aguardava por um ônibus no local. “Cheguei aqui às 6h45 e até agora estou esperando. O metrô estava insuportável: o dobro de gente. Já avisei no trabalho que vou atrasar”, contou.

A diarista Erondina Vaz de Lima, 47 anos, saiu do Jardim Ingá, no Entorno do DF, de ônibus e parou em Taguatinga Centro. Ela esperava um coletivo na parada desde as 6h30. “A situação é horrível. Fui pega de surpresa, não sabia da paralisação. Vamos esperar para ver se os ônibus vão começar a passar, porque são 8h e nada. Não somos contra a manifestação, mas nada justifica atrapalhar a população”, afirmou.

A auxiliar de escritório Adriana Jorge de Souza, 44 anos, também aguardava por um ônibus em Taguatinga para chegar ao trabalho, em Águas Claras. Ela saiu do Sol Nascente, em Ceilândia, de transporte pirata, e foi até a estação do metrô. Para isso, precisou pagar R$ 6. “Peguei o metrô até a Praça do Relógio e aqui estou desde as 6h. É um absurdo esperar mais de duas horas para chegar a um destino tão perto daqui. Sair de casa cedo e não encontrar ônibus na parada é muito complicado”, exclamou.

Insegurança

“Só neste mês de novembro de 2015, o número de assaltos a coletivos aumentou em 34% comparado ao mesmo período de 2014. Não vamos esperar morrer mais um para que tomem as providências”, disse o diretor do sindicato da categoria Saul Araújo, em entrevista concedida ao Correio ontem.

O ato é organizado Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística (CNTTL) da Central Única dos Trabalhadores (CUT). A Polícia Militar faz operação nesta manhã no DF com o objetivo de diminuir roubos e assaltos a coletivos.

Fonte: Correio Braziliense