Goiânia: Deputados da base retiram assinaturas e CPI dos Transportes pode ser barrada

Parlamentares da base do governador Marconi Perillo (PSDB), retiraram assinaturas de pedido para instauração de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que visa investigar o transporte intermunicipal no Estado de Goiás. Inicialmente 25 deputados ligados ao governo foram favoráveis à abertura da CPI. No entanto, vários deles mudaram de ideia e criação da comissão está ameaçada.

No dia 30 de junho, o deputado estadual Humberto Aidar (PT) apresentou requerimento com assinaturas de 33 dos 41 parlamentares para abertura da CPI. A justificativa do parlamentar é que empresas de transporte intermunicipal operam há 40 ou 50 anos no segmento sem participar de processos de licitação.

“A informação é assustadora. Em todo este tempo estas empresas operam na ilegalidade. Não há licitação para que as empresas operem o transporte, com isto há fiscalização em cima dos clandestinos, mas as chamadas regulares não. Com licitação, o cidadão precisa ganhar em qualidade. Temos centenas de terminais rodoviários pelo interior do estado, em situação precária. Queremos fazer uma CPI ampla”, argumenta Humberto Aidar.

Alguns membros dos partidos representados chegaram a ser indicados, Bruno Peixoto (PMDB), Jean (PHS), Cláudio Meirelles (PR), Santana Gomes (PSL) e Lissauer Vieira (PSD) e Humberto Aidar (PT).

No entanto, há articulação na base governista para impedir a criação da CPI. A argumentação utilizada pelo líder do governo, José Vitti (PSDB) é de que a comissão pode ter caráter eleitoreiro.

“Nós estamos a cerca de uma discussão eleitoral. Há uma aproximação do PT com o governador, nós estamos sentindo que o PMDB está isolado. Sabemos que o presidente da Agetop, Jayme Rincón começa a alavancar os índices, ou seja, a oposição precisa começar a criar fatos que possam prejudicar o governo de alguma maneira”, afirma.

O líder do governo avalia que recentemente foi aprovada uma lei na Assembleia Legislativa que visa promover a regulamentação do transporte rodoviário intermunicipal em Goiás, por este motivo, ele acredita ser desnecessária a criação da CPI.

“A lei aprovada determina que deve haver licitação. Há critérios colocados que realmente organiza o transporte, uma série de critérios para que seja de qualidade e com um preço justo para o cidadão. As empresas também aguardam a licitação. Uma coisa é por exemplo, a linha Rio Verde-Goiânia, que é lucrativa outra é eu pegar Caçu-Goiânia, pois é deficitária. A empresa pode não querer atender. Nós temos que tomar cuidado para não fazermos algo que possa prejudicar o cidadão”, relata.

O deputado estadual José Nelto (PMDB) argumenta que três parlamentares teriam se reunido no Palácio das Esmeraldas e sido pressionados para retirar a assinatura no pedido para se instaurar a CPI dos Transportes.

Fonte: Diário de Goiás