DF: Empresa investigada em CPI dos Transportes vence licitação do Metrô

Suspeita de participação em uma fraude para o direcionamento da licitação da frota de ônibus do DF, a empresa de planejamento em transportes Logit conseguiu fechar, em um consórcio com a companhia Tecton, um contrato de R$ 5,26 milhões com o Governo do DF, por meio do Metrô.

A atuação da Logit na suposta fraude é investigada pela CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Transporte na Câmara Legislativa e, de acordo com o presidente do colegiado, deputado Bispo Renato Andrade (PR), os indícios de irregularidades “estão claros”.

“Eu não vou me precipitar dizendo que a empresa é culpada, mas o governo se precipitou fechando esse contrato”, avalia o parlamentar. “Pelo que apuramos até agora, está claro que há algo estranho, que essa licitação foi direcionada. E essa empresa participou desse processo”, completa.

Histórico

A Logit foi contratada pelo governo anterior em 2010, em consórcio com a empresa Logitrans, para preparar a licitação da troca da frota. As suspeitas de direcionamento surgiram porque um advogado que trabalhava para o consórcio também prestava assessoria jurídica para a Secretaria de Transporte e representou ao menos uma das empresas vencedoras da licitação.

O advogado, chamado Sacha Reck, deverá ser convocado a depor na CPI. Ele não foi encontrado para comentar as suspeitas, mas sempre negou qualquer participação em fraude.

O novo contrato

O serviço que a empresa Logit -- que não respondeu aos questionamentos da reportagem -- irá prestar ao Metrô é um plano de desenvolvimento para o transporte sobre trilhos no DF e Entorno para os próximos 20 anos.

“São estudos técnicos de origem e destino, fluxos de deslocamento e pesquisas domiciliares que vão nos ajudar a priorizar os trilhos como modal de transporte, como fizeram os países que superaram o caos no transporte público, que é o que vivemos hoje”, explica o presidente do Metrô, Marcelo Dourado.

Fonte: Jornal Metro Brasília