DF: CPI dos Transportes quer quebrar sigilo de investigados

Os integrantes da CPI dos Transportes, que investiga supostas irregularidades na licitação que escolheu as empresas de ônibus hoje atuantes no DF, querem quebrar o sigilo bancário e telefônico dos investigados antes dos próximos depoimentos. A ideia será discutida, em reunião, hoje. Todos os depoimentos do dia foram cancelados.

“A quebra de sigilo é importante para encaixar peças e confirmar informações, suspeitas. Todos que foram ouvidos até hoje e colaboraram com o processo forneceram informações e dados, mas mesmo assim precisamos fundamentar a investigação cada vez mais”, explicou o deputado que preside a CPI, Bispo Renato Andrade (PR).

Por enquanto, ainda não foram indicados nomes que podem ter o sigilo quebrado. Já passaram pela CPI personagens como o ex-secretário de Transportes José Walter Vazques e o ex-presidente da comissão de licitação, Galeno Furtado Monte.

Sasha Reck

Sasha Reck, o advogado que serviu de consultor jurídico ao governo, participou de todas as etapas do edital e ainda advogou para uma das empresas deverá ser ouvido pela CPI somente no encerramento das investigações. Segundo o deputado Andrade, deixá-lo para o final é uma estratégia calculada.

“Queremos que ele seja a cereja do bolo. Ele gosta de ser o ator principal, então vamos dar essa honra para ele aqui também”, afirma.

Direto de Curitiba

Um dos depoimentos mais aguardados é o do vereador de Curitiba Jorge Bernardi, que tocou, em 2013, uma CPI dos Transportes para investigar uma licitação aos moldes da realizada no DF. O curioso é que, também lá, Sasha Reck atuou como consultor.

Na opinião de Andrade, o vereador conseguirá expor mais detalhes sobre o advogado “faz tudo”. O vereador curitibano não conseguiu comparecer ao convite feito na semana passada, contudo, por problemas no voo para Brasília. Ontem, desmarcou por estar doente.

Fonte: Jornal Metro Brasília