DF: Câmara do DF adia para próxima terça crédito extra para empresas de ônibus

A baixa presença de deputados no plenário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nesta quarta-feira (12) adiou pelo segundo dia a votação do repasse adicional de R$ 52,8 milhões à Secretaria de Mobilidade para pagar as empresas de ônibus. Assim como nesta terça (11), a sessão ordinária não conseguiu reunir os 12 parlamentares necessários para a deliberação.

O crédito está pendente desde junho. A proposta só deve ser apreciada a partir da próxima terça (18). O tema já foi aprovado pela Comissão de Orçamento e Finanças e os líderes partidários já firmaram acordo para autorizar o dinheiro, suficiente apenas para a quitação das faturas de agosto.

Na terça, o secretário de Mobilidade, Carlos Tomé, precisou ir à comissão para justificar o pedido de dinheiro e demonstrar o "desequilíbrio financeiro" alegado pelo GDF. Tomé adiantou aos deputados que, além dos R$ 52,8 milhões, terá que pedir mais R$ 116 milhões para fechar o ano.

A Câmara não votou nenhum texto desde o retorno do recesso, no dia 3 de agosto. A homenagem ao ex-governador Joaquim Roriz e a comissão-geral com o novo secretário de Saúde, Fábio Gondim, na semana passada, ocuparam dois dos quatro dias que poderiam ser destinados à deliberação de projetos.

Mais dinheiro

O projeto em análise remaneja recursos que seriam empregados em obras esportivas e de urbanização no Gama, no Itapoã e em Planaltina, além de construção e reforma de paradas de ônibus em diversos pontos do DF. Se o texto for aprovado, o dinheiro vai compor o subsídio que o GDF repassa mensalmente às empresas que operam nas bacias de ônibus.

“Da minha parte, ele não terá R$ 1 a mais do que já foi passado, que já está no Orçamento. É um acinte mandar mais dinheiro para os empresários do transporte público do DF”, afirmou Renato Andrade no último dia 6. Ele preside a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga a licitação que renovou os contratos de ônibus, entre 2010 e 2012.

A secretaria afirma que o subsídio custa R$ 40 milhões mensais e diz que o Orçamento de 2015 previu apenas R$ 60 milhões para o ano todo. Segundo Andrade, o valor mensal seria de R$ 80 milhões. Em março, a pasta recebeu aval da Câmara para R$ 120 milhões adicionais. O montante bastaria só até junho, de acordo com a secretaria.

“As duas coisas precisam ser tratadas de forma separada. Uma delas é a investigação da licitação, a que somos favoráveis. Nossos técnicos estão passando todas as informações. Outra coisa é o sistema, o dia a dia das pessoas andando de ônibus”, afirmou Tomé no início do mês.

Fonte: G1 DF