DF: TCB continua em greve e cooperativas param amanhã

Os ônibus que fazem a linha circular entre a Rodoviária do Plano Piloto e a Esplanada dos Ministérios, fundamentais para quem usa metrô e trabalha em órgãos federais, por exemplo, não vão circular por tempo indeterminado. O mesmo ocorre com as linhas executivas do Aeroporto JK e do Sudoeste e com todos os demais trajetos operados pela TCB, empresa pública de transporte, cujos funcionários estão em greve a partir de hoje.

Os servidores da TCB reivindicam 20% de aumento salarial e do tíquete-alimentação e um auxílio educação de R$ 600. Como as negociações com o governo não avançaram nos últimos três meses, eles decretaram a greve em assembleia na última sexta-feira. “O governo ignorou os apelos dos rodoviários da TCB. Só nos chamou para uma reunião depois de a greve ter sido decretada e não tinha nenhuma proposta para apresentar. Não dá”, reclama o presidente do Sindicato dos Rodoviários do DF, Saul Araújo.

A TCB tem 900 funcionários e opera 14 linhas. Na última quinta-feira pela manhã, os rodoviários da empresa pública fizeram uma paralisação de três horas para pressionar o governo por uma proposta -- que não veio.

Até o fechamento deste edição, o governo não havia anunciado nenhum plano de contingência para atender aos passageiros que serão afetados pela paralisação.

Cooperativas também

Os rodoviários que atuam em cooperativas de transporte também decidiram, em assembleia realizada na manhã de ontem, iniciar uma greve. A categoria deve esperar o prazo legal de 72 horas e iniciar a paralisação por tempo indeterminado na próxima quarta-feira.

O Distrito Federal tem aproximadamente 500 micro- ônibus de cooperativas circulando no sistema oficial de transporte. Eles cumprem linhas circulares nas cidades e cobram R$ 1,50 de passagem, mas pedem que esse valor seja reajustado para possibilitar um aumento de 20% no salários e benefícios dos funcionários.

Os gestores do transporte não se pronunciaram sobre as paralisações.

Fonte: Jornal Metro Brasília