DF: Para secretário, greve 'decretou morte das cooperativas' de ônibus

O secretário de Mobilidade do Distrito Federal, Carlos Henrique Tomé, afirmou nesta quarta-feira (15) que a greve de funcionários das cooperativas de ônibus iniciada na última segunda (13) "decretou a morte das cooperativas". Segundo ele, a crise financeira enfrentada pelos grupos tende a se agravar com a paralisação, impossibitando a renovação da frota ao fim do ano.

"Todas as cooperativas têm contrato a ser encerrado até 2018. No fim de 2015, o que vencem são as frotas. Em função dessa crise, é muito pouco provável que elas consigam renovar as frotas, e a tendência é que elas saiam gradualmente do sistema. A gente pode inferir disso que a greve das cooperativas decretou a morte [delas]", declarou Tomé.

Segundo o secretário, um plano emergencial começou a ser implantado nesta quarta em parceria com as grandes empresas que operam nas regiões. Por contrato, elas são responsáveis pela "manutenção das bacias" em casos como este. A partir desta quinta (16), Tomé diz que a maior parte dos passageiros das cooperativas vão conseguir ser atendidos pelos ônibus convencionais.

"O que temos são muitas linhas de cooperativas e de empresas que são sobrepostas. Cerca de 60% [da demanda das cooperativas] é absorvida pelas empresas. Acreditamos que a população não vai sofrer grandes percalços", diz o chefe da pasta.

Assunção

Segundo Tomé, as linhas operadas por cooperativas em Sobradinho e Planaltina devem ser assumidas pelo transporte convencional, "em breve". "A conclusão a que chegamos é que as cooperativas enfrentam uma grave crise que se arrasta por dez anos. Elas começaram a quebrar no dia em que começaram a operar", diz.

As duas regiões citadas por Tomé ficam na bacia de transporte operada pela Piracicabana, que roda com 417 ônibus em 10 regiões da capital. O G1 não conseguiu contato com as cooperativas locais e com a empresa até a publicação desta reportagem.

Com a eventual saída de cena das cooperativas, as empresas assumem as linhas "abandonadas". Se houver necessidade de investimentos para garantir o atendimento, segundo Tomé, o contrato prevê repasses do GDF para "reforçar" a tarifa técnica.

"Se sai uma cooperativa pequena, que opera com dez ônibus, uma empresa grande pode absorver isso. Para absorver [as linhas] de uma cooperativa maior, a eventual compra de ônibus pode ser repassada à tarifa. Estamos fazendo de tudo para reduzir o custo do sistema", diz Tomé.

Fonte: G1 DF