DF: Com greve da TCB, opção para ir ao Aeroporto JK é ônibus convencional

A greve da TCB, iniciada na segunda-feira (13), provocou redução no número de veículos que levam o passageiro da área central de Brasília até o Aeroporto Juscelino Kubitscheck. A empresa disponibiliza uma linha de ônibus executivo, com ar-condicionado, por R$ 8. Para saber o impacto da paralisação na vida do usuário, o G1 acompanhou as alternativas para quem precisa ir ao terminal.

Em vez dos três veículos executivos, é preciso pegar um ônibus convencional por R$ 2 para chegar ao aeroporto. Passageiros afirmam que o coletivo dá mais voltas do que o da TCB. Na linha utilizada pela reportagem, o veículo passou por trechos da W3 Sul, Setor Militar Sul, L2 Sul e Base Aérea.

O funcionário do aeroporto Cristiano Carneiro afirma que recorre ao executivo quando está com pressa para chegar ao trabalho. Segundo ele, a diferença pode chegar a 15 minutos.

A estudante Mariangela Rocha concorda. Ela diz levar em conta o tempo de viagem de ônibus para não perder o voo. “Se eu estiver com muita pressa, o jeito é pegar um táxi mesmo”, afirma.

A passageira da TCB na rodoviária do Plano Piloto, a recepcionista Adriana Medeiros disse que precisa entrar em ônibus lotado a caminho do trabalho.

Entenda a greve

A paralisação das atividades teve início na última segunda-feira (13). Os funcionários da TCB reivindicam aumento de 20% no salário, 50% sobre o tíquete-alimentação, extensão do plano de saúde aos familiares e reconhecimento dos direitos de herdeiros em caso de morte.

Em nota, a Secretaria de Mobilidade disse que "acompanha de perto" a negociação. Segundo o GDF, não é possível conferir aumento à categoria, por ferir a Lei de Responsabilidade Fiscal.

A empresa informou que entrou na Justiça nesta terça-feira (14) contra a paralisação. Ela pede que os rodoviários garantam a circulação mínima de 30% dos veículos. Não há data para que a ação seja votada, segundo o Tribunal Regional do Trabalho.

Sobre a carga horária, o diretor-presidente da TCB, Jean Marcel Fernandes, afirmou que foi reduzida no último acordo coletivo e que as 36 horas representam um ganho da categoria. Ele diz que a demanda por gratificações é justa, mas que o governo não tem como atender o pleito. “O cobertor está curto.”

Em assembleia na tarde desta terça, os rodoviários da empresa decidiram manter a greve por tempo indeterminado. A TCB tem 103 motoristas, 92 cobradores e 46 funcionários que fazem a manutenção dos carros.

O diretor do Sindicato dos Rodoviários, a principal reivindicação é melhorar as condições de trabalho. Ele disse que menos de 30% dos trabalhadores pararam de fato as atividades. “O governo diz que não tem verba, mas como é que dão reajuste a outras categorias?”, questionou.

A empresa atua com 33 veículos em 14 linhas na área central de Brasília e áreas rurais de Planaltina e Paranoá, atendendo 18 mil pessoas por dia.

Para o motorista da empresa Darlei Alves, a categoria não é valorizada. “Trabalhamos seis vezes por semana, durante seis horas, em ônibus lotados, e não recebemos nenhuma gratificação”, afirmou. Ele criticou fato de os funcionários administrativos receberem recompensas no salário.

Fonte: G1 DF