Goiânia: Restrição aos carros em estudo

O prefeito de Goiânia, Paulo Garcia, garante que até o fim de 2016, circular em regiões mais adensadas de Goiânia e com grande fluxo de trânsito será melhor para quem optar pelo transporte coletivo ou por alternativas como bicicletas ou mesmo andar a pé, sendo este um ganho para a mobilidade urbana. A afirmação se deu no mesmo dia em que O POPULAR mostrou os problemas causados pelo aumento da frota na cidade, a capital brasileira com menor índice de habitante por carro (1,23).

Ele diz que não deixará o cargo sem estabelecer um projeto que restrinja o tráfego de veículos particulares em áreas em que o trânsito é considerado caótico, como o Centro.

A melhoria do trânsito, no entanto, só poderá ocorrer com decisões que somam o incentivo ao transporte público com a restrição ao uso individual. A frota da capital está atualmente em 1,143 milhão de veículos. Consenso entre especialistas, a tese é defendida por Paulo Garcia, que estima a necessidade do poder público em promover políticas de restrição ao carro particular.

A intenção é que os projetos voltados à restrição, sobretudo no Centro, só ocorram depois da implantação dos corredores preferenciais do transporte coletivo e do corredor de trânsito rápido (BRT, da sigla Bus Rapid Transit, em inglês). Ao todo, o Paço calcula ter investido mais de R$ 1 bilhão neste mandato em obras para mobilidade urbana. Além disso, o prefeito acredita que o sistema de transporte da rede metropolitana recebeu algumas melhorias no último ano, com renovação e ampliação de parte da frota, mas que a mudança se dará com os corredores.

Fonte: O Popular