Goiânia: Discussão salarial afetada por racha

A indefinição em relação a qual sindicato representa a categoria dos trabalhadores do transporte coletivo da região metropolitana de Goiânia atrasa a discussão da data-base deste ano. Apenas em agosto a Justiça deve definir o dissídio coletivo. O Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários no Estado de Goiás (Sindittransporte) e o Sindicato Intermunicipal dos Trabalhadores no Transporte Coletivo Urbano de Goiânia e Região Metropolitana (Sindicoletivo) disputam, há cinco anos, a representação da categoria.

Entre os trabalhadores, a indefinição também tornou crescente um movimento contra os dois sindicatos, em que os trabalhadores se colocam sem representação, já que as entidades focam na disputa judicial pela representatividade. O enfraquecimento do movimento dificulta a formação de assembleia para definir algum ato grevista, caso a negociação não ocorresse de acordo com as necessidades dos servidores. Atualmente, o Sindicoletivo possui a maioria dos trabalhadores, especialmente da empresa HP, Viação Reunidas e Rápido Araguaia, enquanto o Sindittransporte tem apoio de funcionários da Metrobus e Cootego.

A data-base dos funcionários, marcada para abril, foi negociada, primeiramente, entre Sindittransporte e o Sindicato das Empresas do Transporte Público de Passageiros de Goiânia (Setransp). Já na primeira reunião, no dia 7 de abril, o Sindicoletivo questionou a negociação, por alegar ser o representante da categoria. A proposta dos empresários foi do pagamento da inflação anual como reajuste aos funcionário, em 7,68%. O valor já é somado desde o mês de maio, com retroativo a março.

Fonte: O Popular