DF: Fraudes contra o DFTrans chegam a R$ 100 milhões

Uma operação da Polícia Civil contra lavagem de dinheiro investiga o ex- diretor do DFTrans e atual presidente do PPL, Marco Antônio Campanella, e a deputada distrital Telma Rufino (PPL). As fraudes chegam a R$ 100 milhões, e a polícia suspeita que os valores eram usados para financiamento de campanhas políticas. O advogado da deputada, Eduardo Albuquerque, afirmou que Telma desconhece o motivo da operação e negou qualquer envolvimento com o DFTrans.

Segundo a Polícia Civil, também foram apreendidos documentos na casa de Campanella. Nas primeiras horas da operação, a polícia também recolheu carros de luxo e relógios que teriam sido comprados com parte do dinheiro desviado. Em Águas Claras, policiais faziam buscas em um bar onde funcionam outras duas empresas de fachada usadas no suposto esquema de corrupção, segundo a polícia. As duas empresas eram usadas na emissão de notas frias utilizadas para justificar gastos fraudulentos.

Investigação – As investigações levaram 19 meses até chegar a 55 empresas-fantasmas que pegavam empréstimos com o Banco do Brasil, variando de R$ 800 mil a R$ 1,4 milhão. Depois que o dinheiro entrava na conta do DFTrans, os suspeitos simulavam compras e usavam notas fiscais frias para comprovar os gastos. Outras 19 empresas regulares são suspeitas de emitir as notas fiscais para o grupo criminoso.

Mandados – Os mandados são cumpridos pela Coordenação de Repressão a Crimes contra o Consumidor, a Ordem Tributária e Fraudes (Corf) da Polícia Civil. A operação, batizada de Trick, é realizada por 220 policiais civis em oito regiões administrativas (Águas Claras, Vicente Pires, Samambaia, Gama, Sobradinho, Taguatinga, Riacho Fundo, Ceilândia), na Asa Norte e em três cidades do Entorno (Novo Gama, Valparaíso e Santo Antônio do Descoberto).

Fonte: Jornal Coletivo