Goiânia: Obras do BRT Norte-Sul devem começar em abril

As obras para construção do Bus Rapid Transit (BRT) Norte-Sul devem começar em abril. A ordem de serviço foi assinada na última quinta-feira, 19, pela presidenta Dilma Rousseff, prefeito Paulo Garcia e ministro das Cidades, Gilberto Kassab. As ações resultarão em 21,8 quilômetros de via expressa exclusiva pela qual circularão 93 ônibus articulados e convencionais com o propósitos de interligar as regiões Norte e Sul da Capital. A Prefeitura de Goiânia almeja que os trabalhos sejam iniciados até a segunda quinzena de abril. As intervenções para a implantação do BRT devem durar até novembro de 2016.

Segundo o engenheiro da Unidade de Coordenação da Execução do Projeto de Implantação do BRT Norte-Sul, Benjamin Kennedy Machado, a Prefeitura de Goiânia pretende que as obras comecem de forma simultânea em duas frentes de trabalho: uma na Avenida Rio Verde, Parque Amazônia, e outra na Avenida Goiás Norte, Setor Urias Magalhães. A confirmação dos trabalhos iniciais, no entanto, deve ocorrer apenas nos próximos nove dias, prazo em que as empresas integrantes do consórcio devem submeter à apreciação do Executivo o cronograma de ações.

Conforme o coordenador do BRT Norte-Sul de Goiânia, Ubirajara Alves Abbud, apesar de a Prefeitura de Goiânia ainda não ter recebido o plano de obras, já está certo que o trabalho será feito em vários pontos da cidade de forma simultânea, mas em pequenas extensões. O objetivo é minimizar o impacto no trânsito nas imediações das obras. “Vamos atacar, por exemplo, dois quarteirões de cada vez. Assim, podemos terminar e liberar o espaço para uso público a fim de diminuir ao mínimo os impactos no trânsito local e no acesso ao comércio e de moradores ao longo do corredor”, explica Ubirajara.

A construção do BRT Norte-Sul demandará obras diretas em 17 vias da Capital: Avenida Rio Verde, Avenida Quarta Radial, Avenida Primeira Radial, Rua 90, Praça do Cruzeiro, Rua 84, Rua 82 (Praça Cívica), Avenida Goiás, Praça dos Trabalhadores, Avenida Goiás Norte, Avenida Horácio Costa e Silva, Rua Tapuios, Avenida Genésio de Lima Brito, Avenida dos Ipês, Avenida Lúcio Rebelo, Rua Oriente e Avenida Mangalô. Além dessas vias, que compõem o itinerário da via, haverá intervenções em ruas adjacentes ao percurso, que começa no Terminal Cruzeiro do Sul, no Parque Amazônia, e segue até o Terminal Recanto do Bosque, situado em bairro homônimo. Nas proximidades do Bus Rapid Transit haverá necessidade de reconfiguração das sinalizações verticais, horizontais e semafóricas.

Para viabilização do BRT Norte – Sul haverá a necessidade de construção de três trincheiras situadas na confluência da Avenida Rio Verde com Rua Tapajós; da Rua 90 com Avenida 136; e da Avenida Goiás Norte com Perimetral Norte. Também integram o plano de obras três novos terminais e reforma de outros três já existentes. Os que serão implantados estão nas imediações do Correios, Vila Brasília; da Rodoviária, Setor Central, e da Avenida Perimetral. Os que passarão por ampla reforma são os Isidória, Setor Pedro Ludovico; Recanto do Bosque e Cruzeiro. Os terminais são obras imprescindíveis para viabilizar a integração ao longo dos 21,8 quilômetros do BRT, que beneficiarão, de forma direta, direta 148 bairros da Capital e de Aparecida de Goiânia. Além deles, a integração será feita por meio de meio de 39 plataformas de embarque e desembarque. Na lista de ações há ainda a instalação de sistemas de iluminação e de drenagem pluvial mais modernos, de sensores e câmeras de monitoramento; execução de novo projeto paisagístico.

Investimento

De acordo com o prefeito Paulo Garcia as obras BRT vão provocar uma redução de 40% no tempo de deslocamento feito hoje. “É uma mudança significativa. Só quem anda de ônibus sabe como isso é importante. Isso significa sair mais tarde de casa. Voltar mais cedo para casa. Ter tempo para parar em algum lugar para comprar pão, fazer compras, ir ao dentista, ao posto de saúde, para o lazer. Dá para a pessoa fazer muito do que antes ela não tinha oportunidade de ter acesso por falta de tempo”, diz. O sistema funcionará por meio de via exclusiva, segregada por canaletas, por onde ônibus dotados de ar condicionado e tecnologia para informação de horários, percorrerão a cidade com velocidade entre 25 e 28 quilômetros por hora, o dobro da registrada atualmente. Os veículos, que operacionalizarão em quatro linhas, devem transportar 15 mil passageiros em horários de pico e, ao todo, 120 mil passageiros por dia.

Para a presidenta Dilma Rousseff, embora Goiânia seja uma cidade planejada, o crescimento urbano em ritmo acima das expectativas iniciais faz urgente intervenções para melhoria da mobilidade urbana na Capital. “Goiânia cresceu e agora tem de enfrentar alguns desafios que são similares aos das grandes metrópoles. Graças a Deus e graças aos goianos, com melhores condições para enfrentar porque tem muita coisa já realizada. Para mim é muito importante vir aqui e mostrar que nós, em parceria, iremos fazer esse BRT e transformar esse BRT num dos principais eixos para o quê? Para garantir a condição de vida, a dignidade, o direito de estar com os filhos, o direito de utilizar o seu tempo. Porque se tem uma coisa que é valiosa na vida de cada um de nós é o tempo. Um transporte rápido significa que você domina o seu tempo, que você pode usá-lo para cultura, para o lazer, para ficar com a sua família”, pondera.

Para toda a obra, considerando o preço de hoje, devem ser investidos cerca de R$ 340 milhões. Desse total, R$ 210 milhões são destinados pelo Governo Federal por meio do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) - Pacto pela Mobilidade e outros R$ 130 milhões são contrapartida do Tesouro Municipal. Nesse valor, a cargo da prefeitura, estão inclusos custos à parte, como as 65 desapropriações de imóveis que serão necessárias à implantação da via exclusiva para ônibus, investimentos em Tecnologia da Informação, supervisão da obra do BRT e reestruturação da sinalização viária adjacente.

Fonte: Prefeitura de Goiânia