Goiânia: Empresa investigada na Lava Jato venceu licitação do VLT

O Ministério Público de Contas do Estado de Goiás (MPC) recomendou que o contrato entre a concessionária Mobilidade Anhanguera, responsável pela implantação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), em Goiânia, não fosse assinado. Isto porque, uma das acionistas do consórcio é a Odebrecth, empresa investigada na Operação Lava Jato, que apura os casos de corrupção ocorridos na Petrobras.

Entretanto, de acordo com os responsáveis pelo VLT, o contrato foi assinado antes que o MPC fizesse a recomendação. O Ministério Público de contas também investigou um contrato de 1993 entre a Agência Goiana de Transporte e Obras (Agetop) e a empresa Andrade Gutierrez, também investigada na Petrobras. A empresa só recebeu o pagamento em 2010.

De acordo com a Agetop, esse pagamento foi efetuado no governo de Alcides Rodrigues (PP) e que na atual gestão, não foi efetivado nenhum contrato com a empresa Andrade Gutierrez.

Em nota, a Andrade Gutierrez informou que desconhece tal investigação e informa que o objeto do contrato foi executado de acordo com o que foi estabelecido nas diretrizes contratuais e dentro dos processos legais de contratação. A empresa esclarece ainda que as obras foram adequadamente concluídas e entregues, respeitando prazos e níveis de qualidade exigidos pelo contratante. Em relação à Operação Lava Jato, a assessoria informou que a empresa não tem ou teve qualquer relação com os fatos investigados. ​​

A Concessionária Mobilidade Anhanguera declarou que o contrato para a construção e operação do VLT de Goiânia foi conquistado de forma legítima seguindo rigorosamente todas as regras do processo licitatório. Em nota, a empresa também afirmou que as investigações da Operação Lava Jato, realizada pela Polícia Federal, não têm qualquer relação com o processo de concessão do VLT de Goiânia.

Fonte: O Hoje