DF: BRT, um ano de problemas

A partir da próxima sexta, só passageiros que tiverem cartões como o Bilhete Único poderão utilizar o Expresso DF, pagando R$ 3, mas, até a semana passada, pelo menos 30% dos 100 mil usuários diários do sistema ainda pagavam em dinheiro.

Recarregar os cartões nas lojas do DFTrans é um enorme problema para os usuários, pois as filas são enormes. O governo promete aumentar a rede de distribuição, mas não dá prazo.

“Comprar e carregar os cartões deveria ser a ação mais básica nessa operação. É preciso cobrar, porque o governo já paga a passagem há um ano. Mas haverá problemas”, prevê o especialista em transporte da Universidade de Brasília Artur Morais.

O governo gasta, em média, R$ 3,5 milhões por mês subsidiando a operação branca.

Filas longas

“A integração do Expresso DF foi mal planejada e é mal feita. Piorou a vida das pessoas, aumentou o tempo de viagem e o desconforto”, admitiu o secretário de Mobilidade do DF, Carlos Tomé, em entrevista ao Metro. “O problema é que o BRT do DF é o único do mundo que só roda nas rodovias, não entra nas áreas residenciais. Os ônibus articulados deveriam circular por Gama e Santa Maria. O sistema alimentador é ruim e atrasa a viagem”, complementa Artur Morais, da UnB.

A grande queixa dos passageiros é o empurra-empurra na hora do embarque, problema que o governo promete tentar resolver aumentando a frequência de partidas. Atualmente, 100 veículos fazem o transporte de 100 mil passageiros por dia.

Incompleta

Iniciadas em 2011, as obras do Expresso DF SUL já consumiram R$ 617 milhões, mas ainda não estão concluídas. A parte da linha que segue pela Epia até a Candangolândia e, de lá, para o Terminal da Asa Sul, por exemplo, não tem nem data para ser iniciada.

“Temos os recursos garantidos do financiamento inicial, mas ainda precisamos fazer a licitação”, afirma o secretário de Mobilidade do DF, Carlos Tomé. “Mas a parte da obra que já é utilizada há um ano também é inacabada. Precisamos correr com isso”, admite ele, falando das estações ao longo do trajeto e de outras obras necessárias. Das 10 paradas previstas no primeiro trecho, sete estão em operação atualmente.

Fonte: Jornal Metro Brasília