DF: Passageiros do Expresso DF enfrentam filas e desorganização

Passageiros que utilizam o BRT reclamam das longas filas e desorganização nos terminais do Expresso, principalmente na espera pelas linhas alimentadoras dos terminais de Gama e Santa Maria.

Com a demora dos ônibus nas linhas alimentadoras, as enormes filas feitas pelos passageiros desfazem-se quando o ônibus aparece. No lugar da organização do embarque, vale a lei do mais forte. A prioridade no embarque para gestantes, idosos ou deficientes não é respeitada.

De acordo com o DFTrans, 100 mil passageiros utilizam o BRT diariamente. Para atender a demanda, são 72 ônibus nas linhas troncais e 92 nos alimentadores; mas quem utiliza o sistema diz que o número de ônibus é insuficiente.

A autarquia diz que é possível fazer melhorias no sistema quando a passagem do BRT nas linhas troncais começar a ser cobrada. A previsão é que a cobrança seja feita dentro de um mês, mas o diretor do DFTrans não reconhece a demora no embarque. "Hoje o BRT tem intervalos no horário de pico a cada 5 minutos e o que vemos é que um grupo de usuários ao saber que a frequência é alta espera sempre vir o próximo ônibus para poder viajar o trajeto inteiro sentado", diz.

Em entrevista ao Bom Dia DF, o secretário de Mobilidade Urbana, Carlos Henrique Tomé, diz que o problema no BRT é operacional, já que é malfeita. "Foi construída uma obra de engenharia, e em cima desta obra é que precisaria ser acoplado um serviço de qualidade. Da forma como está a operação, sequer pode ser chamado de BRT, pois o sistema para ser chamado de BRT tem uma série de características de operação que o Expresso não tem".

Sobre as filas e a organização do embarque, o secretário explicou que isto é de responsabilidade do operador, a Viação Pioneira. "Nós vamos verificar realmente o que está acontecendo para poder corrigir os problemas dentro de nossas atribuições", diz.

Acerca da gratuidade nas linhas tronco do BRT, o secretário afirma que é preciso extingui-la o mais rápido possível. "É uma operação que hoje custa dinheiro para o governo e que demanda aproximadamente R$ 4 milhões por mês. A operação branca é uma operação de teste, e duram cerca de um mês e meio até que a operação esteja bem 'azeitada'. Não é o caso do Distrito Federal, em que a operação está aí há sete meses sem cobrança para o passageiro até porque a cobrança não foi pensada de maneira adequada quando instalou-se o BRT".

Fonte: G1 DF