DF: Caos nos postos do DFTrans aumenta com volta às aulas

Com o retorno do ano letivo nas principais instituições particulares, o aumento de estudantes que querem fazer ou renovar o passe livre gerou uma piora no já cambaleante Sistema de Bilhetagem dos postos do DFTrans. Ontem, as filas quilométricas tinham tempo de espera médio de três horas. O órgão admite falhas no sistema e prevê agravamento do quadro nos próximos dias, quando os alunos da rede pública do DF voltam a estudar, em 23 de fevereiro.

Na unidade próxima à Galeria dos Estados, os estudantes se abrigavam debaixo de guarda-chuvas para se proteger do sol. Muitos perderam aula e faltaram aos estágios para tentar abastecer seus passes. “Se a gente usa o cartão, é porque precisa. Moro no Gama e não tenho mais dinheiro para voltar para casa”, conta Gleica Lopes, 24, que estuda engenharia elétrica. “Se não recarregarem, vou dormir aqui”, avisou Athos Pinheiro, 24.

No Conic, a fila era tão grande que precisou ser redirecionada -- havia um agente do DFTrans na porta para fazer uma “triagem”, pois só podiam entrar no posto grupos de 30 estudantes por vez. “É uma falta de respeito, moro em Planaltina e cheguei às 8h”, lamentou a estudante Cláudia Lúcia, que, ao meio-dia, ainda não tinha sido atendida.

Sistema oscilante

Estudantes que moram nas cidades-satélites alegam que os postos do DFTrans de locais como São Sebastião e Planaltina nem sequer estão abertos. Em nota, o DFTrans informou que o sistema de bilhetagem nas 16 unidades existentes “está oscilando, porém funcionando”. A expectativa é de que tudo piore depois do feriado de carnaval. “Haverá um aumento significativo de usuários nos postos nos próximos dias, em virtude do início das aulas da rede pública”, diz a nota do DFTrans, admitindo a situação.

Ainda segundo o órgão, já está em andamento uma licitação que vai trocar a atual empresa operadora da bilhetagem -- a Transdata. A previsão de contratação (e esperanças de melhora) fica para maio.

E a dívida...

No início do mês passado, a Transdata promoveu um bloqueio no sistema por falta de pagamento do GDF. A empresa cobrava uma dívida de cinco meses, que ainda não foi saldada por completo. O governo informou que pagou R$ 1,6 milhão e que o valor restante ainda está sendo levantado pela equipe responsável.

Fonte: Jornal Metro Brasília