DF: Sem acordo, rodoviários de quatro cooperativas mantêm greve

Motoristas e cobradores das cooperativas Alternativa, MCS, Cootarde e parte da Coopatag continuam de braços cruzados nesta quinta-feira (8). A paralisação afeta sete regiões administrativas do Distrito Federal e cerca de 45 mil passageiros, segundo o sindicato da categoria.

Por meio de nota, o DFTrans informou que busca recursos para pagar a dívida com as cooperativas, que gira em torno de R$ 600 mil, mas que o valor devido pelo governo anterior entra nos "restos a pagar" da última gestão. Além disso, afirmou que tem feito repasses diário às empresas e que esta semana já pagou R$ 166 mil. Segundo o DFTrans, a despeito dos repasses do GDF, as cooperativas devem ter dinheiro em caixa para pagar os rodoviários.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Rodoviários de Cooperativas de Micro-ônibus, Diógenes dos Santos, até a manhã desta quinta, o DFTrans não havia proposto nenhum acordo com a categoria. A dívida do governo do Distrito Federal com as cooperativas chega a R$ 1,4 milhão, de acordo com o sindicato.

A cooperativa Alternativa, que atende a região de Brazlândia, aderiu à paralisação dos rodoviários nesta quarta para cobrar o pagamento dos salários de novembro e dezembro, 13º salários, cesta básica e tíquete. São 40 micro-ônibus a menos sem rodar e 140 rodoviários paralisados.

Cinquenta micro-ônibus da cooperativa MCS não estão rodando, também por conta de atrasos nos pagamentos do 13º e tíquete-refeição dos rodoviários. A cooperativa atende cinco regiões administrativas: Riacho Fundo I, Riacho Fundo II, Recanto das Emas, Guará e Estrutural. Cinquenta ônibus deixaram de circular.

Parte do efetivo da Coopatag, que atende Santa Maria e Gama em 50 micro-ônibus, também continua parada, mesmo após colocar 12 veículos da frota nas ruas na tarde de segunda. Eles chegaram a um acordo com a cooperativa para receber R$ 100 por dia para trabalhar, informou o Sindicato das Cooperativas. Nesta quarta, somente 15 ônibus da cooperativa circulam pelo Distrito Federal.

Na Cootarde, 50 ônibus convencionais pararam nas linhas que ligam Gama e Santa Maria à Rodoviária do Plano Piloto. Segundo a cooperativa, 10 mil passageiros usam os veículos diariamente. Os micro-ônibus que rodam dentro das regiões circulam normalmente.

Nesta quarta, o secretário de Mobilidade, Carlos Henrique Tomé, afirmou que o governo tem um problema "severo" de caixa, mas que trabalha para fazer os repasses às cooperativas. "Essa é uma crise que herdamos do governo anterior. Nós recebemos a crise instalada, a greve das cooperativas já existia em dezembro. O que precisamos fazer é garantir mais uma vez o fluxo financeiro regular para pagar esses prestadores de serviço", afirmou Tomé.

Fonte: G1 DF