DF: São José assume linhas da Alternativa em Brazlândia

A São José assumiu temporariamente nesta terça-feira (20) as linhas internas de Brazlândia, no Distrito Federal. A rota era feita pela cooperativa Alternativa, mas os rodoviários da empresa estão paralisados desde o dia 7 por contra de atrasos nos salários de novembro, dezembro e 13º. Quarenta ônibus e 140 trabalhadores estão há duas semanas sem rodar.

A Alternativa afirma que ficou sem recursos para pagar os trabalhadores depois que deixou de fazer as rotas circulares do Plano Piloto. "Na gestão passada tomaram nossas linhas rentáveis. O faturamento caiu mais de 80%", disse o presidente da cooperativa, Heulr Ranê Soares. "Como que vai manter? Não tem possibilidade. Tem despesa com funcionário. Tirou nossa caixa."

Encarregado da cooperativa, Alessandro Moreno afirma que a arrecadação da empresa caiu consideravelmente. "O custo operacional cresceu muito e não tem verba suficiente. O que transporta dentro de Brazlândia paga somente o óleo diesel."

De acordo com o secretário da Mobilidade, Carlos Tomé, o plano para atender Brazlândia com ônibus da São José é temporário e emergencial. A pasta afirmou que todos os contratos das cooperativas serão analisados e fiscalizados. O DFTrans informou que o repasse diário para as cooperativas está em dia, mas que por conta da paralisação, a Alternativa não tem recebido a verba nas datas previstas.

Nesta segunda, moradores e rodoviários fecharam as saídas da região por quase sete horas para protestar contra a falta do transporte em Brazlândia. O vice-governador, Renato Santana, e o secretário Carlos Tomé estiveram no ato e se reuniram com moradores e representantes da cooperativa nesta terça. De acordo com Soares, outra reunião está marcada para esta quarta.

O presidente do Sindicato das Cooperativas, Diógenes Santos, afirmou que os rodoviários da Alternativa realizaram uma assembleia nesta terça e não estão satisfeitos com a solução do GDF. Santos afirma que os trabalhadores querem ser contratados pela empresa que assumir as linhas."Eles não recebem e ainda colocam gente para rodar no lugar deles?", diz. "Se a Alternativa não pagar hoje, amanhã vão parar as empresas."

Fonte: G1 DF