DF: Rodoviários mantêm greve por falta de pagamento de salários

Rodoviários das cooperativas Alternativa, MCS, Cootarde e de parte da Coopatag continuam em greve nesta sexta-feira (9) por causa da falta de pagamento de salários e de cestas básicas referentes a dezembro de 2014. As empresas atendem mais de 50 mil passageiros por dia em sete regiões do Distrito Federal, segundo o Sindicato das Cooperativas. Somente 15 ônibus da Coopatag, de um total de 50, estão rodando durante o dia.

Segundo o diretor do sindicato, Diógenes dos Santos, a negociação está parada com o DFTrans e a dívida do GDF com as cooperativas chega a R$ 1,4 milhão.

Em nota,o DFTrans informou que busca recursos para pagar a dívida com as cooperativas, que gira em torno de R$ 600 mil, mas que o valor devido pelo governo anterior entra nos "restos a pagar" da última gestão. O órgão também afirmou que tem feito repasses diários às empresas e que nesta semana já pagou R$ 166 mil. Segundo o DFTrans, mesmo sem os repasses do GDF, as cooperativas devem ter dinheiro em caixa para pagar os rodoviários.

Para Diógenes dos Santos, o valor de R$ 166 mil "não dá nem para começar a pagar as pessoas". Ele diz que "o DFTrans não está sabendo do verdadeiro valor que é preciso para pagar os rodoviários".

Reivindicações

A cooperativa Alternativa, que atende a região de Brazlândia, aderiu à paralisação dos rodoviários nesta quarta (7) para cobrar o pagamento dos salários de novembro e dezembro, 13º salários, cesta básica e tíquete-refeição. São 40 micro-ônibus a menos sem rodar e 140 rodoviários paralisados.

Os 50 micro-ônibus da cooperativa MCS não estão rodando, também por conta de atrasos nos pagamentos do 13º e tíquete-refeição dos rodoviários. A cooperativa atende cinco regiões administrativas: Riacho Fundo I, Riacho Fundo II, Recanto das Emas, Guará e Estrutural.

Parte do efetivo da Coopatag, que atende Santa Maria e Gama em 50 micro-ônibus, também continua parada. Segundo o sindicato das cooperativas, 15 veículos da frota nas ruas. Eles chegaram a um acordo com a cooperativa para receber R$ 100 por dia para trabalhar.

Na Cootarde, 50 ônibus convencionais pararam nas linhas que ligam Gama e Santa Maria à Rodoviária do Plano Piloto. Segundo a cooperativa, 10 mil passageiros usam os veículos diariamente. Os micro-ônibus que rodam dentro das regiões circulam normalmente.

Nesta quarta, o secretário de Mobilidade, Carlos Henrique Tomé, afirmou que o governo tem um problema "severo" de caixa, mas que trabalha para fazer os repasses às cooperativas. "Essa é uma crise que herdamos do governo anterior. Nós recebemos a crise instalada, a greve das cooperativas já existia em dezembro. O que precisamos fazer é garantir mais uma vez o fluxo financeiro regular para pagar esses prestadores de serviço."

Fonte: G1 DF