DF: Com efetivo reduzido, postos do DFTrans funcionam com lentidão

O DFTrans informou nesta sexta-feira (9) que os cinco principais postos do Sistema de Bilhetagem Automática (SBA) voltaram a funcionar, mas com efetivo reduzido. Grande parte dos servidores terceirizados do órgão entraram em greve na última terça-feira (6). Os trabalhadores afirmam que não receberam os 13º salários e o vale-transporte que deveriam ter sido depositados no dia 18 do mês passado.

Segundo o DFTrans, os postos do Conic, da Galeria dos Estados, de Sobradinho, de Taguatinga e do Gama estão abertos e o atendimento está sendo feito por funcionários que não aderiram à greve. Porém, somente o serviço de recarga do cartão cidadão está sendo realizado. O sistema para recarga do vale-transporte permanece fora do ar.

Os servidores que aderiram à greve afirmam que só vão retornar ao serviço quando os benefícios estiverem em dia. O Sindiserviços, sindicato que representa os terceirizados, afirmou que entregou uma notificação para o órgão avisando de antemão que se não fossem pagos, iriam paralisar as atividades.

O DFTrans informou que tem uma fatura em aberto com a empresa e outra que venceu nesta quinta, mas afirmou que a companhia deve, durante 90 dias após a data de vencimento do pagamento, arcar com os custos com recursos próprios.

Transtornos

O porteiro Júlio César Lima afirma que está tendo dificuldades para ir de Brazlândia até o Sudoeste, onde trabalha. O vale-transporte de Júlio está zerado. A empresa afirma que já fez o depósito no dia 23 do mês passado, mas até hoje ele não conseguiu recarregar o cartão.

"Inclusive, a empresa entrou em contato com eles lá para pedir o dinheiro de volta para dar para a gente em dinheiro, mas eles não devolvem o dinheiro", afirmou Lima.

Os irmãos José Aparecido Barbosa e Luiz Antônio Lopes trabalham na mesma empresa e estão preocupados com as contas de casa. "Material escolar das minhas filhas, comprar roupa e estou tirando do meu bolso para pagar a passagem", afirma José Aparecido. "A gente tira para pagar o transporte porque não pode parar de trabalhar", disse Luiz Antônio.

Fonte: G1 DF