DF: Ações de melhoria no transporte coletivo do DF ficam apenas no discurso


Na série sobre soluções para o transporte coletivo e para o trânsito, mostrada durante o correr desta semana no Coletivo, e citada como exemplo a cidade de Londrina (PR), chama à atenção o modelo da faixa exclusiva de ônibus e a integração que funcionam no município. Outras soluções usadas em Londrina, como a faixa de pedestre, Brasília já se sai muito bem. No entanto, nos outros quesitos, espera-se atitude há anos. Os cidadãos do Distrito Federal ainda aguardam pelo funcionamento da Linha Verde, por exemplo, modelo anunciado no último governo e que ainda permanece no papel.

No DF, a integração funciona apenas com o metrô e poucas linhas de ônibus da Sociedade de Transportes Coletivos de Brasília Ltda (TCB), que rodam apenas no Plano Piloto. As linhas da integração fazem parte do programa Brasília Integrada, pelo qual o usuário do cartão Fácil-DF pode pagar o valor de apenas uma passagem para o uso dos dois meios de transporte. Após o registro no sistema do metrô, o passageiro tem até duas horas para utilizar uma linha de integração sem pagar pela passagem. No retorno, o usuário paga R$ 1,50 no ônibus e o mesmo valor no metrô, também dentro do prazo de duas horas. Isso beneficia vários passageiros, o único problema é que passados mais de três anos a integração continue resumida a essas linhas de ônibus e o metrô. Não há integração entre os ônibus.

No caso do projeto Linha Verde, que também é parte do programa Brasília Integrada, foram longos 36 meses para fazer as alterações na Estrada Parque Taguatinga (EPTG), mas o corredor exclusivo de ônibus ainda não funciona. As mais de 140 mil pessoas que passam todos os dias pela EPTG enfrentaram nos últimos anos transtornos no trânsito por causa das modificações da via, para não verem todas as soluções prometidas serem realizadas.

Brasília Integrada previa diversas mudanças

O Brasília Integrada, programa anunciado no início de 2009, pelo então governador José Roberto Arruda e pelo secretário de Transportes, Alberto Fraga, seria financiado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e custaria milhões de reais.

Na via mais movimentada do DF, a meta era que ela dobrasse de tamanho: ganhando novas vias marginais nos dois sentidos, um corredor exclusivo para ônibus, quatro viadutos, 17 passarelas e ciclovia em toda a extensão da via e asfalto novo.

“Esses corredores para ônibus são a alma do Brasília Integrada”, anunciava o então secretário de Transportes do DF, Alberto Fraga, em março de 2009, quando falava sobre as faixas exclusivas para ônibus que seriam feitas na EPTG.

Além disso, o programa também envolvia o Veículo Leve sobre Pneus (VLP) e o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), que passariam por várias cidades-satélites, mas foram embargados pela Justiça. Além disso, havia planos para a ampliação do sistema de metrô.

Fonte: Jornal Coletivo (http://coletivo.maiscomunidade.com/conteudo/2011-05-27/cidades/98939/ACOES-DE-MELHORIA-NO-DF-FICAM-APENAS-NO-DISCURSO.pnhtml ) (http://coletivo.maiscomunidade.com/conteudo/2011-05-27/cidades/98938/BRASILIA+INTEGRADA+PREVIA+DIVERSAS+MUDANCAS.pnhtml)